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Resenha, Opinião, Desabafo: As Peças Infernais

11 de jul. de 2014

Primeiro de tudo quero pedir desculpas pelos dias que fiquei sem postar, mas tava ali, curtindo meu luto futebolístico depois do vexame jogo do Brasil. Quem me segue no Twitter sabe que sou apaixonada por futebol e tava 100% em clima de copa. BUT.
Segundo, venho por meio deste dizer que finalmente, meu povo, eu li a série As Peças Infernais, pré-sequência de Os Instrumentos Mortais. É para glorificar de pé, irmãos! É por esse motivo que estou aqui, para comentar a série e dizer tudo que senti ao lê-la. Já aviso, vai ter spoilers porque não me aguento e estou no auge do momento (acabei de ler Princesa Mecânica faz meia hora e to bufando de ódio).

Eu li Os Instrumentos Mortais há mais ou menos 4 ou 5 anos, não lembro direito, e me apaixonei pelo mundo criado pela Cassandra Clare. O universo dos Caçadores de Sombras é maravilhoso e muitíssimo bem construído pela autora, a gente percebe no decorrer da leitura que ela soube pesquisar e fundamentar sua fantasia. Fiquei em ressaca literária durante um tempo, até que a Cassie anuncia que, SIM AMIGOS, haverá continuação e se não bastasse uma outra série também. Confesso que fiquei receosa, mas eram os meus Shadowhunters e não podia negar. Li então Cidade dos Anjos Caídos e me decepcionei total, perdi totalmente a vontade de continuar lendo essa série e pior, não criei gosto por iniciar As Peças Infernais. Estava com medo e enciumada e, portanto, procrastinei. Via muitas resenhas, muitos elogios, mas nada me instigava. Semana passada, resolvi dar mais uma chance e me forcei a ler. E aqui estou.


As Peças Infernais, como disse, é uma pré-sequência do mundo dos Caçadores de Sombras que descobrimos em Os Instrumentos Mortais. É ambientada na Londres vitoriana (o único motivo que me deu um pequeno golpe de incentivo por adorar essa época) e conhecemos Theresa ‘Tessa’ Gray, uma nova-iorquina que se vê sem ninguém no mundo após a morte de seus parentes e vai ao encontro do irmão em Londres. Chegando lá, duas senhoras com um bilhete dele a convencem de segui-las e então se vê enganada e prisioneiras pelas Irmãs Sombrias. Tessa descobre então que possui um poder que jamais imaginava possuir e que um tal de Magister a quer a qualquer custo. Esse é o conflito da série: de onde veio Tessa, o que ela pode fazer, o que ela é e por quê o Magister a quer tanto. O enredo tem base no estilo steampunk, um subgênero da ficção científica onde o foco é tecnológico, com direito a muita engrenagem, máquinas e óleos. Preciso dizer que esse gênero não me agradou nem um pouco, pelo contrário, achei forçadíssimo no mundo Shadowhunter e não colou. Há quem goste, eu não gostei.

Eu disse no Twitter que a história não me prendeu, e é verdade. Se dependesse desse conflito criado pela Cassandra, se dependesse do vilão e seu propósito e da maneira como as coisas se desenrolam em busca de uma solução, eu teria abandonado a série logo após o primeiro livro, Anjo Mecânico. Mas uma coisa me prendia, uma coisa me estimulou a continuar. Will Herondale. É inegável que os personagens da Cassie são muito bem projetados e construídos, seja ele protagonista ou coadjuvante. Em fato, essa é a característica marcante da autora, ela dá história a TODOS os personagens secundários, eles possuem um passado e um futuro, a gente não se envolve e nem torce só pelos principais. E foi por causa desse cara maravilhoso chamado Will que eu não conseguia largar os livros. Eu queria saber o que ia acontecer com ele e estava me lixando pra Tessa, seu poder e seu mistério. Mas antes de descarregar meu veneno nela, deixem eu exaltar o grande Will. Ele é um caçador de sombras, obviamente, e é caracterizado pela sua arrogância, sarcasmo e grosseria. Ninguém gosta dele a não ser seu parabatai, Jem (já falo dele também). Só que o Will, mesmo sendo um monstro de tão grosseiro, possui uma elegância que faz com que nos apaixonemos por ele. É inevitável. Ainda mais quando descobrimos o porque dele ser assim, tão desagradável. O Will é 100% verdadeiro até mesmo quando está fingindo e acredito que o que me fez gostar tanto dele foi o fato de me identificar na maneira com que ele coloca as necessidades dos outros acima das suas e não quer que elas interfiram nos seus problemas. É como se ele dissesse “o problema é meu, a dor de cabeça é minha, eu lido com isso, você não”. É encantador.
Por outro lado, temos seu parceiro, Jem. Se James fosse um animal, eu o imagino como uma pomba por que ele exala paz e pureza. É o personagem mais genuíno e puro da série. O Jem está sendo sempre educado, calmo e lógico, enquanto o Will é impulsivo. Tudo no Jem é branco, claro, sua aura, seu cabelo, sua pele, seu coração, e pra aumentar ainda mais essa delicadeza, o pobre sofre de uma doença que o fará morrer quer queira ou não. O Jem é a personificação da fragilidade, porém com um escudo de força. Ele não desiste, nem de si mesmo e muito menos dos outros. Eu adorei o Jem, gente, não vou dizer que não, mas o que sentia mesmo era pena. E aí temos a relação LINDÍSSIMA de amizade, companheirismo e amor entre esses dois. Esse foi outro fator que me prendeu a série. O amor que o Will sente pelo Jem e vice-versa é maravilhoso e invejável. É tão lindo que não tenho palavras pra expressar a admiração que possuo por essa relação. É de tocar a alma e emocionar até mesmo o mais duro dos corações. Mas como sempre, nas histórias de Cassandra, há uma mulher para tentar acabar com essa beleza. Tessa Gray.

É uma versão mais evoluída da Clary? É. É determinada, inteligente e que não mede esforços ou palavras para conseguir o que quer? Sim. Mas, eu sei que vai ter gente que vai querer me matar, a Tessa é a bicha mais egoísta que a Cassandra já inventou. E sim, digo isso tanto em relação as atitudes que ela toma quanto ao Magister, quanto ao seu poder, como principalmente em relação ao triângulo amoroso Will-Tessa-Jem. Eu sinceramente não consegui sentir o amor que ela tanto frisava possuir pelo Jem. Não consegui mesmo, não colou comigo. Para mim, ela sentia carinho e admiração, mas não o amava. É muito claro desde o primeiro livro o sentimento que ela nutre por Will, e não digo isso por ele ser o meu favorito, mas é porque está lá pra todos verem. O menino não podia entrar na sala, não podia olhar pra ela, que a bicha se tremia toda. Sinceramente, eu senti que Tessa levou o Jem como garantia. Quando o Will afastou dela e não quis que ela se aproximasse dele, lá estava o pobre do Jem, que não percebeu nada e se declarou, e, pra não perder seu lugar ‘privilegiado’ no Instituto e Mundo das Sombras, ela aceita. Eu odiei essa garota. Quando ela não tava no esfrega com o Jem, tava aos beijos com o Will. FAÇA-ME O FAVOR! Nem adianta vim com essa de amar dois da mesma maneira e ao mesmo tempo porque NÃO! A Tessa só não terminou com o Jem quando soube do segredo do Will por motivos de: pena (é Tessa, eu não te julgo nessa). Tanto é verdade que no momento que ela pensou que o Jem morreu, o que ela faz? VAI PRO EDREDOM COM O WILL. Bitch, what?

Aí no último livro, esperamos uma conclusão UAU quanto ao Magister e o segredo de Tessa Gray, e tudo acaba em duas páginas. Cassandra Clare definitivamente não soube criar um vilão digno como Valentine em As Peças Infernais.

Mas eu DEVO dizer que esse desfecho não foi nem a pior coisa da conclusão final da série, mas sim aquele epílogo. GENTE DO CÉU, eu quis jogar meu tablet longe. O Jem, pra não morrer, se tornou Irmão do Silêncio e por isso não podia manter relações com ninguém. Aí a Tessa faz o que? Casa com o Will. SÓ QUE, ela combina de se encontrar todo ano com o Jem. BITCH, WHAT? Como o Will não é imortal, o pobrezinho morre depois de uma vida feliz ao lado dessa demônia. Aí DO NADA (porque eu não entendi essa parte, favor me ajudem), o Jem consegue virar mortal de novo sem sequelas do veneno do demônio e o que a Tessa faz, porque ela não consegue ficar sem bajulações né? FICA COM O MENINO. Eu não aceito isso. Definitivamente, não. Uma palavra que define esse epilogo: DESNECESSÁRIO. Eu ainda estou bufando de raiva.

Enfim, As Peças Infernais foi muito abaixo do que ouvi e do que esperava. Dou nota 3.


UFA! Desabafei!

A evolução de Maroon 5

2 de jul. de 2014



Maroon 5 é a minha banda favorita de todas. Sou daquelas fanáticas mesmo, tenho CDs, DVDs e sei até o cpf dos integrantes (talvez). Maroon 5 foi uma das primeiras bandas que eu conheci através da internet. Eu tinha por volta de 11 anos, por aí, quando navegando pelas águas sombrias do Kboing e RádioTerra, descobri muito sem querer a música Soap Disco do Kara’s Flowers. A música tinha uma pegada vintage, de um pop dance dos anos 80 e eu curti de primeira e ouvia toda hora. Dois anos depois, o Kara’s Flowers se torna Maroon 5 e o hit This Love começa a bombar no Disk MTV. Foi uma paixão a primeira ouvida. Eu sou ciumenta, confesso, mas quando a coisa é boa por que não compartilhá-la, não é mesmo?

Maroon 5 é conhecida pela a sonoridade aguda do vocalista Adam Levine. É a primeira coisa que chama atenção nas suas músicas. A voz do Adam é ‘fina’ se comparada com outros artistas masculinos, mas isso não deixa as músicas mais feias, pelo contrário, dá um toque singular ao seu trabalho.

O primeiro álbum da banda (como Maroon 5) é chamado de Songs About Jane – o meu favorito – e foi lançado no ano de 2002. Foi a escalada para a fama da banda com seus hits This Love, She Will Be Loved e Sunday Morning. Para os que não sabem, Jane (não com esse nome) é a ex-namorada do Adam e se tornou a musa inspiradora para a construção desse álbum. Se prestarem atenção as letras de todas as músicas há uma referência a uma mulher sedutora, que faz com que os homens caiam aos seus pés e bem sensual. Na realidade, as letras do Maroon 5 trazem uma conotação sexual em alguma frase nas entrelinhas. O som de Songs About Jane é mais suave, é nítida a sonoridade do teclado e do baixo em suas canções. Esse álbum é puramente romântico, para se ouvir debaixo das cobertas em dias chuvosos pensando na pessoa amada. Minha música favorita tanto do álbum quanto da banda é Tangled.



Em 2007, a banda lança seu segundo álbum chamado It Won’t Be Soon Before Long. É muito visível a influência dos anos 80 em suas músicas mais dançantes, assim como era em Kara’s Flowers. Outra diferença marcante na evolução do primeiro álbum para esse é a presença forte das batidas da bateria, o compasso e melodia são marcados pelos tambores e pratos. O teclado vai para terceiro plano. A própria voz do Adam está mais destacada e mais aguda do que nunca. Há músicas lentas e mais suaves? Tem, mas são poucas. It Wont Be Soon Before Long foi feito para colocar os ânimos lá em cima e percebemos isso nas letras das músicas que não se focam mais em uma mulher, mas sim nos sentimentos e fetiches (claro, porque se não houver sensualismo não é Maroon 5) em geral. Minha música favorita do álbum é Makes Me Wonder (e adoro o clipe também). Foi nessa época de divulgação do novo álbum que eles vieram ao Brasil e eu tive o maior prazer de estar lá, em São Paulo. A banda não era um estouro aqui ainda, era apenas conhecida pelos seu one hit wonder She Will Be Loved.



Fotos do Show hihi :)


 



















Em 2010 é lançado o terceiro álbum da banda chamado Hands All Over. Foi aqui que a banda estourou mundialmente e principalmente no Brasil com o hit Moves Like Jagger (o que gerou uma pontada de ciúmes e raiva em mim porque as pessoas sempre diziam que amavam Maroon 5 e só conheciam essa bendita música ¬¬). O álbum é bem eclético, com a pegada pop, dance, rock até um pouco de country. Tem música para todos os gostos. O destaque aqui vai para a guitarra, ela está muito sobressalente nas canções, até mesmo nas mais lentas (que novamente, são poucas). Minha música favorita é Never Gonna Leave This Bed, mas devo dar destaque a letra e composição de How que é lindíssima. Nessa mesma época, Adam se torna jurado do The Voice e faz mais shows no Brasil.



Em 2012 chega as lojas o quarto álbum chamado Overexposed e devo dizer que é o que menos gosto. É muito perceptível como a banda quis ir na onda pop do momento e fazer um álbum muito diferente do que estão acostumados a fazer. A pegada é bem Lady Gaga, eu costumo dizer, tem muito toque eletrônico e dá pra notar isso na voz do Adam. Parece que deixaram as melodias robotizadas. O própria Adam diz que tem uma relação de amor e ódio com ele, só que a minha tende para o ódio. Para terem noção de como eu não gosto, se tocar alguma música desse álbum que não seja single Billboard eu só vou reconhecer pela voz do Adam (que é irreconhecível até mesmo depois de tanto digital) e muito menos vou saber cantar junto. Mesmo assim, a música que mais ouço é Payphone (e até pensei em entrar com ela na minha formatura).



Apesar do meu desapontamento com o último álbum, eu estou ansiosa pelo próximo que deve sair ainda este ano. Espero que eles não percam aquela essência orgânica e melódica de Songs About Jane e deixe de lado um pouco essa pegada pop trance eletro de Overexposed. É o que acontece com muitas bandas, né? Querem seguir o fluxo do mercado e perdem um pouco de como eram. Ainda sim, Maroon 5 continua sendo a minha banda favorita e que admiro e faço de tudo para estar bem pertinho.

Sem dúvidas a banda caiu no gosto popular. Vocês gostam deles? Diz aí!


Hall da Fama: Mês de Junho

29 de jun. de 2014

Eu tenho diversas preferências e favoritos, seja no mundo cinematográfico, na literatura ou na música. Por esse motivo resolvi criar essa coluna, chamada Hall da Fama, onde uma vez por mês trago um destaque para vocês, com curiosidades e indicações. Fiquei em dúvida com quem começar, pois como disse, eu tenho muitos favoritos por aí. Entretanto, eu tinha que escolher essa pessoa porque foi com ele que eu criei paixão pela literatura. Se não fosse por esse homem, acredito que hoje não teria a metade da vontade de ler ou de escrever. O Hall da Fama do mês de junho é seu, José de Alencar.

Eu nasci em uma família de escritores. Está no meu sangue. Cresci rodeada por livros e mais livros. Lembro que um dos meus lugares favoritos era a biblioteca do meu avô – que possui o dom da escrita como ninguém. Minha mãe também cultivava um grande acervo de livros na nossa casa. Eu aprendi a ler e escrever sozinha, e quando dominava a leitura – depois de me entediar com livros com gravuras e enredo infantil -, fui me aventurando nos livros da minha mãe e do meu avô. Confesso que ficava horas tirando todos os livros fora da prateleira, admirando as capas. As letras miúdas e páginas amarelas não me intimidavam nem um pouco. Um deles me chamou a atenção. Era Lucíola, de José de Alencar. Devorei o livro em menos de dois dias e me encantei. A partir daí, roubei todos os livros desse tal José e os deixei no meu quarto, bem próximo a mim. Mas quem foi José e o que ele fez, Renas?

O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar e Ana Josefina de Alencar, o jovem foi influenciado pelos ideais políticos do pai, senador, assim como o irmão, diplomata. Formado em direito, o escritor atuou como advogado, jornalista, dramaturgo e até como político. A primeira obra, “Cinco Minutos”, foi lançada em 1856. A segunda, “A Viuvinha”, foi publicado no ano seguinte. “O Guarani”, obra mais famosa de José de Alencar, data do mesmo ano. Nas suas obras, Alencar demonstra uma preocupação com a cultura nacional. Buscando retratar o Brasil através de diferentes temáticas: indianistas, regionalistas, históricas e urbanas.  Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado “o patriarca da literatura brasileira”. Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade.

Acredito que toda a minha paixão por literatura, dramaturgia e sonoridade romancista tenha raízes com a minha admiração pelo trabalho de José de Alencar, também conhecido como o fundador do romantismo brasileiro. Quem já leu sabe que se quiser falar de amor, fale com o Marcinho José.

José de Alencar adora criticar a realidade (na sua época) do Brasil através do seu romance. Apesar de se espelhar no modelo europeu, sua escrita é totalmente nacionalista. Essa é a sua principal característica. Contudo, o seu romance não é melodramático como Álvares de Azevedo, ele é duro, consistente e real. É possível notar toque de crueldade e sarcasmo nos seus protagonistas, especialmente as mulheres dos seus romances históricos e urbanos. Particularmente, acredito que José de Alencar tenha sido um feminista por deixar no ar uma motivação por meio das mulheres de não submissão. Alencar acreditava sinceramente na vitória do homem na reforma de si mesmo e da sociedade.


Principais obras (e minhas favoritas)



Senhora (1875)
É o meu romance preferido na história mundial desse universo. Eu amo tanto esse livro que já o li umas dez vezes e sempre, sempre termino com um ar de “Meu Deus, José, você é foda!”. Trata do tema do casamento burguês, ou seja, baseado no interesse financeiro, vivenciado em meados do Segundo Reinado, na cidade de Rio de Janeiro. Nossa protagonista é Aurélia, uma jovem mulher dividida entre o amor e o ódio, o desejo e o desprezo pelo homem que ama. É um romance dividido em quatro partes e não obedece uma ordem cronológica. De início somos introduzidos a trama onde Aurélia compra seu marido, Fernando, sem que este saiba sua identidade, apenas o preço exorbitante que receberá se aceitar. Como se encontrava em péssimas condições financeiras, Fernando aceita e na noite de núpcias descobre que sua nova mulher é Aurélia, a moça por quem fora apaixonado anos antes, mas que rechaçara por não ser rica. A partir de então começamos a entender o porquê de Aurélia tê-lo comprado e como os dois vão levar a vida nesse casamento comprado. Eu DEVO dizer que Aurélia é a heroína romântica mais diva de qualquer livro já escrito. Ela é cruel, mordaz e com uma sede de vingança invejável. Já li em muitas resenhas onde tratam a Aurélia como bipolar por amar e odiar Fernando. Eu discordo completamente. Ela é apenas uma mulher com coração partido e com o orgulho maior que a cabeça. Aurélia nunca sai do salto e a maneira como trata Fernando é digna de admiração. Eu queria ser como ela, às vezes. 




Tentei achar a mesma capa do livro
 que tenho, não achei :(
Lucíola (1862)

Paulo Silva é um rapaz de 25 anos, pernambucano, recém-chegado ao Rio de Janeiro com a intenção de aí se estabelecer. No dia mesmo de sua chegada à corte sai em companhia de um amigo para conhecer a cidade e vê passar em um carro uma jovem muito bela. Descobre que é Lúcia, a cortesã mais requintada e desejada da cidade. E se apaixona por ela. O núcleo central da história se concentra em Paulo e Lúcia, mostrando suas individualidades com passado e presente próprios e também a luta como o par romântico. É muito parecido com Senhora no lance da luta entre necessidade financeira e os apelos do coração, tendo como antagonista a sociedade e seus hábitos doentios e seus costumes imorais. É aquela coisa de trocar o que sente pelo o que precisa. A melhor forma de resumir Lucíola é assistindo ao filme Moulin Rouge, a premissa é a mesma e a coincidência nos fatos é nítida. Eu não gosto tanto de Lucíola como gosto de Aurélia, acho a primeira bem mais cínica e que brinca com os sentimentos de Paulo.




Iracema (1865)

A história de Pocahontas. Sem brincadeira, é isso mesmo. O romance indianista mais conhecido da literatura brasileira. A leitura obrigatória do ensino médio e para provas de vestibulares. No romance há um argumento histórico: a colonização do Ceará. Nele há a presença de personagens históricos: Martim Soares Moreno, o colonizador português que se aliou aos índios Pitiguaras e Poti, Antônio Felipe Camarão. Basicamente o livro é sobre o amor de Martim, o colonizador, por Iracema, a colonizada, e todas as barreiras que devem enfrentar para ficarem juntos. Iracema perde o posto de virgem intocável ao se relacionar com Martim e se entregar e esse amor, e Martim se vê no dilema de amar uma selvagem e ser fiel aos seus ideais brancos. Alencar mostra uma conciliação do branco com o índio na representação da colonização do Brasil. Eu gosto desse livro por seu enredo indianista, mas eu ODEIO a Iracema, acho ela insuportável e dramática além do ponto.




A Pata da Gazela (1870)

Baseado em A Cinderela, Alencar aproveita o enredo, no qual uma jovem, ao entrar apressada dentro de uma carruagem, perde um par de seu sapato, que é encontrado por um rapaz que sai à procura da dona. Só que Alencar continua essa história de uma maneira irônica e linda de se ler. Amelia perde o sapato e Leopoldo, herói rico, o encontra. Horácio, herói pobre, também se apaixona por Amelia e assim vivenciamos um triangulo amoroso. A gente nunca sabe quem a Amelia vai escolher até o final do livro. Eu torço por Horácio, acho que todo mundo torce por ele ter desvantagem em relação a Leopoldo que é rico e sabe da ‘arte da sedução’. Como de praxe do romance alencariano, há muitas reviravoltas, mal entendidos e uma mocinha que se deixa levar por tudo que ouve ou parece ter ouvido. É um livro interessante de se ler porque a gente – especialmente as meninas – crescemos ouvindo a história da Cinderella e seu príncipe encantado perfeito e José quis jogar um balde de água fria nessa nossa idealização. E conseguiu, de certa maneira.


Outras obras de Alencar
- A viuvinha (1860);
- Diva (1864);
- O Guarani (1857);
- Ubirajara (1874);
- O gaúcho (1870);
- O tronco do ipê (1871);
- O sertanejo (1875).



Esse é o homem por quem eu sou apaixonada desde pequenininha. José de Alencar capturou meu coração e fez dele sua moradia com seu romantismo cruel e avassalador. Espero que eu consiga despertar um pouco a curiosidade e vontade de vocês de ler um pouco sobre esse homem e suas obras. Acho que a gente desvaloriza muito a nossa própria cultura. Vejo por aí um monte de crianças lendo literatura estrangeira - o que é válido, claro, pelo menos estão lendo - e não sabem citar um autor daqui. E mais, a literatura antiga e sua linguagem pode tirar a vontade por ser mais difícil, mas a sua essência é magnífica. Sou mais do que a favor de leitura obrigatória de clássicos brasileiros nas escolas, acho primordial pra educação de base de qualquer pessoa.

Top 5: Os livros que me fizeram chorar

25 de jun. de 2014

Eu sou uma manteiga derretida. Na verdade, sou líquida. Costumo dizer que não, mas sou sim. Quando assisto filmes de drama meus olhos sempre ardem e se enchem de lágrima em algum ponto da história. Só que com livros é diferente. Eu não costumo muito a chorar lendo. Salvo as exceções. Pra conseguir me fazer chorar em um livro, o autor deve ter traçado um enredo tão envolvente que eu me torne uma de suas personagens ou então que me surpreenda de algum modo ou que me cative. É por isso que hoje eu trago o meu Top 5 de livros que me fizeram chorar como uma criança.




 5) Harry Potter e a Ordem da Fênix – J.K. Rowling
Eu não me considero uma Pottermaníaca. Não fiz teorias, não comprei produtos da série, não sei o nome de todos os personagens e muito menos lembro nitidamente a ordem dos acontecimentos ou detalhes. Mas sei de uma coisa, eu amava o Sirius Black. De todos os personagens, ele era o meu favorito de longe! Quando eu li O Prisioneiro de Azkaban foi como se a J.K. soltasse um feitiço em mim porque eu caí de amores pelo Sirius. Não consigo explicar o porquê, só sei que pra mim ele é o bruxo mais fantástico e carismático no mundo de Harry Potter. Vocês já devem entender porquê esse livro entrou pro meu Top 5. A Ordem da Fênix tem um enredo sublime, os acontecimentos e desfechos desse livro são extraordinários, mas... POR QUÊ MATAR O SIRIUS?? Quando eu li essa passagem eu fiquei estática. Sério, eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo e quando dei por mim, estava chorando. Foi tão traumático que não consegui ler os próximos livros, ainda mais depois que fiquei sabendo que ele não voltava mesmo (porque dentro de mim eu alimentava a esperança que Sirius retornaria e mataria todo mundo). Eu quis matar a J.K. por ter acabado com a minha magia. Isso não se faz com pré-adolescentes indefesos.


4) Como eu era antes de você – Jojo Moyes
Esse livro entrou recentemente pro meu Top 5. Fiz a resenha dele aqui no blog e você pode ler lá o porquê dele estar em quarto lugar na minha lista. É um livro tão lindo que só de lembrar como eu me apeguei a ele já sinto minha garganta fechar.













3) Julgamento Mortal – Série Mortal – J.D. Robb
A série Mortal é a minha série favorita de todos os tempos. Ela está acima de qualquer outra série já escrita na história da literatura. Eu amo demais. Para os que não sabem ou nunca leram, pretendo fazer um post dedicado a ela em breve. Resumidamente, a série se foca na história de Eve Dallas, uma policial do departamento de homicídios da futurística cidade de Nova York. Eu costumo defini-la por Policial-Romance e não Romance-Policial porque em todos os livros o foco principal é o crime e a corrida da Eve por encontrar o assassino, porém, com um toque de romance no meio de tudo. Para os fãs de Agatha Christie é uma ótima recomendação, pois a trama criada pela Nora Roberts (sob o pseudônimo J.D.Robb) é intrigante. A gente lê achando que o assassino é tal e acaba com a cara no chão. Há um crime em cada livro, por isso a série Mortal não cansa. E os personagens são MARAVILHOSOS. Enfim, para entender o porquê do meu choro nesse livro é necessário ler ao mínimo os 4 primeiros livros da série. Eu me apeguei a Eve Dallas. Eu amo essa mulher de uma maneira incomum. Eu sinto o que ela sente quando estou lendo, eu vejo o que ela vê e até falo como ela. Por estar tão conectada à ela e sua história que quando um determinado acontecimento surge nesse livro eu fico tão chocada e desamparada como a Eve. Não houve morte, nem nada do tipo, mas o que acontece é extremamente emocional e determinante na vida da Eve. Só quem a conhece, como eu, pode sentir a desolação desse livro.



2) A Arte de Correr na Chuva – Garth Stein
Esse livro. Meu Deus! Esse livro! Só por se tratar de cachorro eu já sabia que iria me tocar no funda da alma, mas esse livro é diferente. Não é estilo Marley&Eu, é mais intenso e o que provoca essa intensidade é o fato do narrador ser o cachorro. Sim, nós lemos uma história sob a percepção de um cachorro e eu achei isso DESLUMBRANTE. Eu amo cachorro e eu amei o Enzo, e como não poderia? O enredo do livro é a vida de Enzo junto de seu dono Denny e sua família. Pode parecer monótono, mas acreditem, não é. A gente sente a maneira como Enzo se conecta com sua família e mesmo apesar dele não poder falar, faz de tudo para ser compreendido. E é. O livro tem o toque de inocência que eu realmente acredito que todos os cachorros possuem, sem contar da sua fidelidade. Depois de ler esse livro a gente realmente passa a enxergar os cachorros com outros olhos. Eu acredito que eles são os seres mais puros que Deus criou. Eu chorei nesse livro em diversas partes, e ainda choro quando releio ou indico pra alguém.



1) Souvenir – Therese Fowler
Eu não sei o que eu tinha quando li esse livro, mas de longe, foi o que eu mais chorei desde que aprendi a ler. Chorei mesmo, gente, como cachoeira. Era tanto choro, que eu lia uma pagina e tinha que parar, respirar fundo, tomar uma agua e continuar. Parar, respirar e continuar. Foi assim do meio do livro até o final. Eu literalmente molhei o livro. Tem páginas que é visível as gotas das minhas lágrimas. Mais uma vez repito, eu não sei porque ele me tocou dessa maneira. A história é clichê, a gente sabe o que vai acontecer no final, mas a narrativa da autora é tão fluida e envolvente que eu não consegui não sofrer com os personagens. A história é sobre Meg Powell e Carson McKay, os namorados de adolescência que são separados por golpe do destino. Mais de 15 anos depois eles se reencontram quando Meg descobre algo que irá mudar completamente suas vidas. Souvenir é puro drama. Eu acredito que estava na TPM quando o li pra minha reação ser tão devastadora porque algumas amigas leram e não foi tão intenso para elas como foi para mim. Mesmo assim, esse livro me fez chorar como nenhum outro sequer conseguiu.


E vocês? Quais livros fizeram vocês chorarem? Diz aí!

Melhores da Semana

22 de jun. de 2014

E mais uma semana se foi. Essa, em específico, foi muito corrida pra mim, mas consegui chegar a tempo de fazer o meu Melhores da Semana. Confira:

Filmes

Walk of Shame (2014)


Meghan Miles é uma âncora de um jornal televisivo secundário que está na esperança de conseguir a vaga em uma emissora de maior sucesso. Quando é rejeitada, tanto no trabalho quanto pelo noivo, vê a oportunidade de extravasar junto com suas duas amigas em uma noite. Quando digo extravasar é literalmente mesmo. Meghan toma todas as doses alcóolicas que consegue e sai na companhia do bartender. E bebe mais. No meio da noite recebe a noticia que o canal voltou atrás e a querem como sua âncora. Então Meghan começa a sua jornada da vergonha quando tudo, completamente tudo dá errado. Ela tem algumas horas para chegar ao seu trabalho para sua última transmissão e entrevista com seus futuros chefes. Adornada no seu vestido amarelo justo e curto, Meghan se vê numa corrida contra o tempo onde o mundo não conspira ao seu favor. Seu carro é guinchado, ela está sem sua bolsa, sem dinheiro e sem seu celular. É confundida com prostituta, vai parar numa gangue e é perseguida por policiais. Elizabeth Banks está hilária. Esse é o típico filme para se ver com as amigas tomando uma boa cerveja, pois é impossível não se identificar com a protagonista. Ótimo filme de comédia a nível previsível, mas interessante.



Oculus (2013) 

Quando seu irmão consegue aval do hospital psiquiátrico onde esteve durante anos após a terrível tragédia que assolou sua família quando pequenos, Kaylie está mais convicta do que nunca que o grande culpado de tudo é o espelho que decorava o escritório de seu pai e trama uma verdadeira armadilha para conseguir acabar com ele. Seu irmão está cético de que nada há de errado com o espelho quando acontecimentos e lembranças da infância marcada pela morte dos pais começa a assombrá-los. Eu sou VICIADA em filmes de terror. É o meu gênero favorito e o mais decepcionante também porque é muito difícil ter um filme com uma boa história e interpretação. Esse filme foi uma surpresa para mim. No ótimo sentido. O enredo é simplesmente FANTÁSTICO e a continuidade de cenas impressionante. Ele te prende em um jogo mental. O subconsciente é a peça chave desse filme. A gente começa pensando uma coisa, depois com as ordens das cenas passamos a duvidar se aquilo é verdade e ficamos nessa de não saber o que realmente está acontecendo até o final do filme. Os atores foram ótimos também. Esse filme não é a base de sonoridade, ele não te prega sustos com agudos de acordes, na realidade ele não te prega muitos sustos, ele te intriga. É difícil eu gostar de um terror e querer assisti-lo novamente, as Oculus me cativou. Um bom pedido para uma noite de tédio.



Livro

Interview with a Master - Jason Luke

Esqueçam tudo que leram em 50 Tons de Cinza. Esqueçam Christian Grey e seu suposto tipo de dominador sexual. Esqueçam os joguinhos que ele brincava com a Anastasia. Esqueçam. Essa série não passa de uma brincadeira comparada com Interview With a Master. Para os ou as curiosas do mundo BDSM (Bandage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) esse livro é a chave fictícia. Nele somos introduzidos ao Jonah Noble, o verdadeiro Mestre da arte BDSM. Somos apresentados ao seu estilo de vida e ao que BDSM realmente se refere, sem nhémnhémnhém e nem poupança de detalhes sórdidos. É um livro completamente nítido e erótico, com o linguajar sexual apropriado e sem firulas. Se quiserem a resenha completa, só pedir nos comentários ou no Twitter que faço.



Música

Dark Horse - Katy Perry

Essa foi a música que embalou minha semana. Ela foi ouvida 47 vezes nos últimos 7 dias de acordo com o meu player. A pegada pop da Katy Perry misturada com um toque de hip-hop me pegou de jeito. Dá vontade de arredar as cadeiras e dançar no meio da sala.



Maps - Maroon 5

Claro que eles não iam ficar de fora né? Meus amados e lindos e maravilhosos do Maroon 5 lançaram essa semana sua nova música Maps. A pegada é característica da banda e com a voz aguda do Adam Levine. Eu particularmente gosto mais do antigo Maroon 5, da época de Songs About Jane quando as músicas eram mais calmas, mas mesmo assim curti demais esse novo single.





Espero que tenham gostado! 

Top 5: Realities

20 de jun. de 2014

Um fato sobre mim: quando o assunto é televisão eu sou a pessoa mais fútil e supérflua que existe. Eu AMO realities toscos com direito a muita briga, xingamentos, intrigas e muito, mas muito dinheiro. Acredito que gosto tanto deles pelo simples fato de querer estar no lugar daquelas pessoas. É por esse motivo que estou aqui para compartilhar o meu top 5 de realities que alegram minhas noites e que sugam o meu tempo. Bora lá.

5) Dating in the Dark
Ai gente, esse reality é DEMAIS!! Existem diversas versões para ele. Tem americana, inglesa, mas a que eu mais gosto é a australiana porque, MEU DEUS, os australianos não tem pudores HAHAHAHA e não digo isso julgando-os, mas amando-os por me divertirem! A cada episódio, três mulheres e três homens vão a uma mansão onde vão ter rodadas de encontros as escuras uns com os outros. Nesses encontros devem conhecer sobre cada um e se identificar com o que achar o ‘parceiro ideal’. No final é revelada aos casais a aparência de cada um e cada casal deve decidir se vão dar a chance pro relacionamento ou se é adeus. Eu preciso dizer que acontece de TUDO no escurinho. Eu fico muito “OH MEU DEUS, NÃO, ELA NÃO FEZ ISSO” ou então “EU NÃO ACREDITO QUE ELE DISSE ISSO”. É demais, gente!! A premissa do programa é saber se o amor é realmente cego e na maioria das vezes, não! Eu assisto pelo youtube.



4) Top Chef
Eu sou gorda de espírito. Amo comer e sou ótima nisso. Óbvio que iria me apaixonar por um reality de comida. Para os que não sabem, Top Chef é uma competição de chefs de cozinha onde cada episódio é um desafio diferente. Sem contar as participações especiais de artistas. É realmente incrível o que eles fazem com uma simples batata ou a criatividade na apresentação dos pratos. Sem contar aquela chama de competição que envolve a casa. Eu adoro. Gosto mais ainda da versão Top Chef Masters que são vencedores ou runners-up de outras temporadas em busca do máximo título. O programa passa pelo canal Sony, não sei dizer o horário porque vejo via torrent.



3) Ex on the Beach
Imagina ir pra uma casa de praia na companhia de solteiros prontos pra farra. Agora imagina que durante sua estadia lá, seu ex aparece. É isso que acontece nesse reality DOS DEUSES. Ele se passa na Inglaterra, onde quatro mulheres e quatro homens estão em busca de diversão numa casa perfeita a beira-mar quando aos poucos seus/suas ex’s vão aparecendo. Aqui tem direito a briga, a palavrão, a puxão de cabelo, a bebida na cara, a barraco e a muito, muito sexo. Eu estou completamente apaixonada por esse reality porque adoro ver o circo pegando fogo e também porque me coloco no lugar deles. Se meu ex aparecesse e eu fosse obrigada a vê-lo ter encontro com outras mulheres eu simplesmente iria surtar. Eu e meu ex iríamos ser as estrelas desse reality porque daríamos um show de brigas e reconciliações HAHAHAHAHA. Mais uma vez, eu assisto no youtube.



2) Are You the One?
O meu novo xodó de realities. Imagina você, amigo (a), que não consegue se dar bem com ninguém, que quebrou a cara diversas vezes no quesito ‘mozão’ e que acha que não há o par perfeito te esperando aí fora, é informado que sim, ELE EXISTE e sim ELE ESTÁ NESSA CASA! Depois de diversos tipos de testes, 20 casais que nunca se viram antes são confinados em uma casa e o seu par perfeito está nela, você apenas não sabe quem é. A missão dessas 20 pessoas é encontrar seu par ideal para ganhar o prêmio de 2 milhões de dólares. A cada episódio se tem o direito de mandar um casal para a cabine da verdade para saber se são ou não o casal perfeito. Se sim, saem da casa e vão curtir sua lua-de-mel até o final da temporada, comparecendo apenas as reuniões de match. Se não, voltam para a casa e tentam novamente achar o seu mozão. A cada domingo eles se reúnem e formam casais que consideram ser os ideais e são informados quantos casais estão corretos, mas não quais são. É pura matemática. Novamente, aqui tem direito a barraco, choro, brigas, intrigas e muito sexo novamente. Eu ia pirar se fosse pra uma casa dessa sabendo que um cara perfeito pra mim sem saber quem é. Novamente, eu assisto pelo youtube.



1) Keeping Up with the Kardashians

É IMPOSSÍVEL NÃO AMÁ-LAS! Meu Deus, eu sou apaixonada por essa família. Eles não fazem nada demais, mas mesmo assim eu acompanho tanto a vida deles que me sinto como uma prima. Apesar de não ter a conta gorda que eles tem. Para você que vive numa bolha e não sabe quem os Kardashians são eles formam uma família de socialites dos EUA que tem o cotidiano filmado para que nós, meros mortais, possamos nos divertir com seus problemas, crises e ostentação. Como não se relacionar com eles, gente, me diz! É o reality mais inútil que existe e por esse motivo é o que eu mais adoro. Khloé, por favor, venha ser minha melhor amiga porque você é fantástica. O reality sempre passa no canal E!.