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RESENHA: O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty

3 de ago. de 2014


Ela virou o envelope. Estava lacrado com um pedaço de fita adesiva amarelada. Quando a carta tinha sido escrita? Parecia velha, como se tivesse sido anos antes, mas não havia como saber ao certo. Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta que deve ser aberta apenas quando ele morrer. Imagine também que essa carta revela seu pior e mais profundo segredo - algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você encontra essa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo... Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar da pequena comunidade em que vive, uma esposa e mãe dedicada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia - ou uma à outra -, mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela. Um romance emocionante, O Segredo do Meu Marido é um livro que nos convida a refletir até onde conhecemos nossos companheiros - e, em última instância, a nós mesmos.



Fugi da minha estratégia de não ler sinopse antes de me aventurar em um livro. O título me chamou atenção, eu adoro um mistério, um drama e principalmente um segredo, então tive que ler mais um pouco sobre o enredo desse livro. Não me arrependi pois a sinopse só me instigou mais. A leitura de O Segredo do Meu Marido pode causar certa estranheza para alguns leitores porque ela não é linear e possui vários narradores. Eu mesma custei a pegar o ritmo e me acostumar com a maneira que a autora desenvolve a história.

“Você podia se esforçar o quanto quisesse para tentar imaginar a tragédia de outra pessoa, mas nada dói de verdade até acontecer com você.”

 

Somos apresentados a três mulheres incríveis. Primeiro a ‘central’ por conta do título, Cecília Fitzpatrick, uma mulher que acreditava possuir a vida perfeita, o marido perfeito, filhas perfeitas e o trabalho perfeito. Na verdade, Cecília é sinônimo de perfeição e todos na cidade sabem disso. Sabe como ninguém administrar uma casa, não deixa nada faltar, suas filhas não andam com um fio de cabelo fora do lugar e ainda arruma tempo para ajudar a comunidade com trabalhos voluntários. Eu ADOREI a Cecília, a autora a construiu de maneira tão corriqueira que ela realmente pode ser alguém que um dia você possa esbarrar nos corredores do supermercado. Só que Cecília vê todo o seu mundo virar de cabeça para baixo ao encontrar uma carta escrita pelo marido onde lhe é revelado um segredo que jamais passaria na sua cabeça e que mudará a sua vida por completo.

Então conhecemos a Tess, outra personagem que eu simplesmente adorei. Ela é mãe, mulher e empresária, assim como Cecília administra sua vida de forma exemplar. Só que assim como a outra personagem, seu marido lhe confidencia um segredo que fará com que ela se mude de um dia para o outro para sua cidade natal, dividindo a casa com a mãe, mudando totalmente sua rotina e sua vida.

E por último, mas não menos importante, temos a Rachel, uma senhora solitária atormentada pelo fantasma do assassinato de sua filha quanto tinha apenas 20 anos. Toda sua felicidade é voltada para seu neto, só que a notícia de que seu filho e mulher se mudarão para New York, levando para longe seu querido netinho Jacob cairá como um balde de água geladíssima em sua cabeça.


“O que dizer quando se sabe a verdadeira extensão da sua culpa?”

Mas Renas, peraí! O que essas três tem em comum e o que têm a ver com o tal segredo? TUDO! Absolutamente tudo! Essa é a arma secreta da autora que achei genial. Todas as três história se convergem para uma única vizinhança e, apesar de seus segredos isolados, todos eles se relacionam entre si. É fantástico ler sob a visão de uma mulher, sabendo sobre a vida da outra e como isso afetará a vida da outrem. Mas como eu disse antes, custa pegar o ritmo e se acostumar com a troca de pontos de vista.

A escrita da autora é facílima de lidar. Com frases curtas, ela nos proporciona uma leitura como se estivéssemos em uma roda de prosa em um domingo à tarde. O toque de humor que suas personagens possuem é maravilhoso, eu soltei umas boas gargalhadas enquanto lia o livro e acredito que vocês também irão. A única crítica que possuo na narrativa e pela qual tirei uma estrela da minha avaliação é o excesso de detalhes tanto físicos como emocional que a autora traz em cada mulher. É uma enrolação de páginas que poderia ser resumida em um parágrafo. É claro que é importante descrever as sensações dos personagens para que possamos nos sentir mais próximos, só que no caso de O Segredo do Meu Marido há muita repetição de sentimentos descritivos e muita especulação por conta dos personagens. É a única coisa que tenho a reclamar desse livro.

“Sua bondade tinha limites. Poderia muito bem ter passado a vida inteira sem conhecê-los, mas agora sabia exatamente quais eram.”

A história desse livro é intensa do começo ao fim, principalmente após descobrirmos qual é o tal segredo do marido. É de tirar o fôlego. E vai mais além, esse livro é um verdadeiro sacode nas nossas suposições e princípios na vida real. Percebemos que uma atitude nossa gerará uma corrente de consequências que vai além do nosso controle. É a verdadeira Teoria do Caos, onde o balançar das asas de uma borboleta causará um tornado no outro lado do mundo. O livro trata exatamente disso. Além também de dar uma boa lição de moral em nós: até onde somos capazes de ir para proteger quem amamos?

Para finalizar eu devo dizer que achei interessantíssimo ler um livro onde a história não se passa nos Estados Unidos ou algum lugar da Europa. A cidade aqui é Sydney, na Austrália (cidade natal da autora) e gostei bastante de conhecer um pouco mais sobre um outro cenário.

O Segredo do Meu Marido é um suspense dramático que é capaz de agradar a todos os públicos e preciso dizer que o final é ARRASADOR!


“Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre.”


Título: O Segredo do Meu Marido (My Husband’s Secret)
Autor: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 366

Nota: ★★★

Resenha: What I Didn't Say - Keary Taylor

23 de jul. de 2014


Ficar bêbado noite do baile seu último ano nunca é uma boa idéia, mas Jake Hayes nunca esperava tudo fosse terminar com um acidente de carro e um poste incorporado em sua garganta. Seu maior arrependimento sobre tudo isso? O que nunca disse a Samantha Shay. Ele está apaixonado por ela durante anos e nunca teve a coragem de dizer a ela. Agora é tarde demais. Porque depois dessa noite, Jake nunca será capaz de falar novamente. Quando Jake retorna à sua casa pequena ilha, a população de 5000, ele vai ter que aprender a lidar com o fato de ser mudo. Ele também acha que a sua família não se limita aos seus seis irmãos e irmãs, que às vezes uma ilha inteira está cuidando de você. E quando ele tem a chance de passar mais tempo com Samantha, ela vai ajudá-lo a aprender que não ser capaz de falar não é a pior coisa que poderia acontecer com você. Talvez, se ela deixa, Jake vai finalmente dizer-lhe o que ele não disse antes, mesmo que ele não pode realmente dizer.

Quem nunca né gente? Quem nunca quis dizer tanta coisa pra tanta gente – em principal para aquela em especial – mas simplesmente não conseguia? Falta de coragem é um mal que assombra uma boa parte da população e mais de dois terços dos adolescentes, especialmente os apaixonados. Mas, e se você tivesse coragem, mas não tivesse voz? Já se imaginaram sem poder falar tudo o que pensa, não contar piadas com os amigos e não poder gritar de raiva? Jake também não.

Nosso protagonista é o inverso de todos os outros que já lemos por aí, porém não deixa de ser incrível. Ele não tem aquela pinta de garanhão, não é misterioso, não vem caramelizado com boa dose de sarcasmo e muito menos rude, pelo extremo contrário, o Jake é o protagonista masculino mais doce, ingênuo e educado que já me deparei. Ele mora em uma ilha no pacífico onde todo mundo conhece todo mundo e formam a cidade feliz. Sua família é conhecida por ser a maior de toda a vizinhança, contando com ele são seis filhos criados em uma enorme casa de campo na educação mais perfeita que se possa existir. É muito legal de ver como o Jake respeita os princípios pelo qual foi educado já que não vemos muito disso tanto no mundo literário como no mundo real. Jake é bonito, joga no time de futebol, honesto, carismático e tímido. Não só ele, para falar bem a verdade, todos nessa ilha. Não temos um vilão, não há o gostosão do time que bate nos mais fracos e nem a líder de torcida maravilhosa que faz um inferno a vida dos menos privilegiados.

Quando está no segundo ano colegial, uma nova estudante, Samantha Shay, recebe toda sua atenção e amor. Mas Jake nunca lhe disse isso e talvez nunca irá. Quando resolve sair em uma festa com seus amigos e bebe um pouco além da conta, Jake sofre um acidente de carro que tira por completo sua voz por toda sua vida. O conflito de todo o livro é esse, a incapacidade do Jake de dizer o que sente e pensa. Juntos de Jake, vemos como ele consegue superar essa tragédia com o apoio e suporte de seus amigos e principalmente familiares, que estão sempre a postos para ajuda-lo. Acima de tudo, recebe a ajuda de Samantha que lhe dá aulas da linguagem de libras por ser a única no colégio a saber.

O livro é lindo por não ser água com açúcar e nem balela como muitos YA contemporâneos por aí. O foco da história não é a superação do Jake, mas sim a beleza da ingenuidade e inocência em uma relação onde gestos é o alicerce. A Samantha me surpreendeu muito no decorrer do livro por se mostrar uma adolescente com garra e determinação que eu mesma não teria em determinadas situações.  A prorrogativa desse livro é a esperança de que mesmo quando tudo possa conspirar contra nossa felicidade nós não devemos desistir de lutar.

A narrativa é em primeira pessoa no ponto de vista do Jake o que eu achei maravilhoso por saber como ele se sentia e como ele contornava o fato de não poder falar e se fazer compreendido. É em formato de caderno já que é o único meio de comunicação que ele possui agora. A linguagem é fácil e cotidiana, promovendo uma leitura gostosa e contagiante pela força de vontade de bom humor dos personagens.

Uma curiosidade sobre esse livro é que ele pode até ser um pouco biográfico pois a autora perdeu parte da audição e teve que lidara com isso na adolescência. Então podemos considerar o Jake como um espelho de Keary Taylor.

Eu me enganei  quando li a sinopse do livro porque achei que seria mais uma história de amor adolescente clichê com uma dose de drama no meio, mas What I Didn’t Say vai além, ele nos mostra que somos formados de esperança e amor e que quando fazemos deles a predominância em nossas vidas, não há motivos para não sermos felizes.



"Minha mãe se atreveu a sair do meu lado um dia por uma hora e voltou com um pacote de quinze cadernos de diversas cores. Eu só balancei minha cabeça quando ela me entregou. Minha voz de papel."


Editora: Createspace
Páginas: 326
Publicação: 2012
Nota


Top 5: Os livros que me fizeram chorar

25 de jun. de 2014

Eu sou uma manteiga derretida. Na verdade, sou líquida. Costumo dizer que não, mas sou sim. Quando assisto filmes de drama meus olhos sempre ardem e se enchem de lágrima em algum ponto da história. Só que com livros é diferente. Eu não costumo muito a chorar lendo. Salvo as exceções. Pra conseguir me fazer chorar em um livro, o autor deve ter traçado um enredo tão envolvente que eu me torne uma de suas personagens ou então que me surpreenda de algum modo ou que me cative. É por isso que hoje eu trago o meu Top 5 de livros que me fizeram chorar como uma criança.




 5) Harry Potter e a Ordem da Fênix – J.K. Rowling
Eu não me considero uma Pottermaníaca. Não fiz teorias, não comprei produtos da série, não sei o nome de todos os personagens e muito menos lembro nitidamente a ordem dos acontecimentos ou detalhes. Mas sei de uma coisa, eu amava o Sirius Black. De todos os personagens, ele era o meu favorito de longe! Quando eu li O Prisioneiro de Azkaban foi como se a J.K. soltasse um feitiço em mim porque eu caí de amores pelo Sirius. Não consigo explicar o porquê, só sei que pra mim ele é o bruxo mais fantástico e carismático no mundo de Harry Potter. Vocês já devem entender porquê esse livro entrou pro meu Top 5. A Ordem da Fênix tem um enredo sublime, os acontecimentos e desfechos desse livro são extraordinários, mas... POR QUÊ MATAR O SIRIUS?? Quando eu li essa passagem eu fiquei estática. Sério, eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo e quando dei por mim, estava chorando. Foi tão traumático que não consegui ler os próximos livros, ainda mais depois que fiquei sabendo que ele não voltava mesmo (porque dentro de mim eu alimentava a esperança que Sirius retornaria e mataria todo mundo). Eu quis matar a J.K. por ter acabado com a minha magia. Isso não se faz com pré-adolescentes indefesos.


4) Como eu era antes de você – Jojo Moyes
Esse livro entrou recentemente pro meu Top 5. Fiz a resenha dele aqui no blog e você pode ler lá o porquê dele estar em quarto lugar na minha lista. É um livro tão lindo que só de lembrar como eu me apeguei a ele já sinto minha garganta fechar.













3) Julgamento Mortal – Série Mortal – J.D. Robb
A série Mortal é a minha série favorita de todos os tempos. Ela está acima de qualquer outra série já escrita na história da literatura. Eu amo demais. Para os que não sabem ou nunca leram, pretendo fazer um post dedicado a ela em breve. Resumidamente, a série se foca na história de Eve Dallas, uma policial do departamento de homicídios da futurística cidade de Nova York. Eu costumo defini-la por Policial-Romance e não Romance-Policial porque em todos os livros o foco principal é o crime e a corrida da Eve por encontrar o assassino, porém, com um toque de romance no meio de tudo. Para os fãs de Agatha Christie é uma ótima recomendação, pois a trama criada pela Nora Roberts (sob o pseudônimo J.D.Robb) é intrigante. A gente lê achando que o assassino é tal e acaba com a cara no chão. Há um crime em cada livro, por isso a série Mortal não cansa. E os personagens são MARAVILHOSOS. Enfim, para entender o porquê do meu choro nesse livro é necessário ler ao mínimo os 4 primeiros livros da série. Eu me apeguei a Eve Dallas. Eu amo essa mulher de uma maneira incomum. Eu sinto o que ela sente quando estou lendo, eu vejo o que ela vê e até falo como ela. Por estar tão conectada à ela e sua história que quando um determinado acontecimento surge nesse livro eu fico tão chocada e desamparada como a Eve. Não houve morte, nem nada do tipo, mas o que acontece é extremamente emocional e determinante na vida da Eve. Só quem a conhece, como eu, pode sentir a desolação desse livro.



2) A Arte de Correr na Chuva – Garth Stein
Esse livro. Meu Deus! Esse livro! Só por se tratar de cachorro eu já sabia que iria me tocar no funda da alma, mas esse livro é diferente. Não é estilo Marley&Eu, é mais intenso e o que provoca essa intensidade é o fato do narrador ser o cachorro. Sim, nós lemos uma história sob a percepção de um cachorro e eu achei isso DESLUMBRANTE. Eu amo cachorro e eu amei o Enzo, e como não poderia? O enredo do livro é a vida de Enzo junto de seu dono Denny e sua família. Pode parecer monótono, mas acreditem, não é. A gente sente a maneira como Enzo se conecta com sua família e mesmo apesar dele não poder falar, faz de tudo para ser compreendido. E é. O livro tem o toque de inocência que eu realmente acredito que todos os cachorros possuem, sem contar da sua fidelidade. Depois de ler esse livro a gente realmente passa a enxergar os cachorros com outros olhos. Eu acredito que eles são os seres mais puros que Deus criou. Eu chorei nesse livro em diversas partes, e ainda choro quando releio ou indico pra alguém.



1) Souvenir – Therese Fowler
Eu não sei o que eu tinha quando li esse livro, mas de longe, foi o que eu mais chorei desde que aprendi a ler. Chorei mesmo, gente, como cachoeira. Era tanto choro, que eu lia uma pagina e tinha que parar, respirar fundo, tomar uma agua e continuar. Parar, respirar e continuar. Foi assim do meio do livro até o final. Eu literalmente molhei o livro. Tem páginas que é visível as gotas das minhas lágrimas. Mais uma vez repito, eu não sei porque ele me tocou dessa maneira. A história é clichê, a gente sabe o que vai acontecer no final, mas a narrativa da autora é tão fluida e envolvente que eu não consegui não sofrer com os personagens. A história é sobre Meg Powell e Carson McKay, os namorados de adolescência que são separados por golpe do destino. Mais de 15 anos depois eles se reencontram quando Meg descobre algo que irá mudar completamente suas vidas. Souvenir é puro drama. Eu acredito que estava na TPM quando o li pra minha reação ser tão devastadora porque algumas amigas leram e não foi tão intenso para elas como foi para mim. Mesmo assim, esse livro me fez chorar como nenhum outro sequer conseguiu.


E vocês? Quais livros fizeram vocês chorarem? Diz aí!

Melhores da Semana

22 de jun. de 2014

E mais uma semana se foi. Essa, em específico, foi muito corrida pra mim, mas consegui chegar a tempo de fazer o meu Melhores da Semana. Confira:

Filmes

Walk of Shame (2014)


Meghan Miles é uma âncora de um jornal televisivo secundário que está na esperança de conseguir a vaga em uma emissora de maior sucesso. Quando é rejeitada, tanto no trabalho quanto pelo noivo, vê a oportunidade de extravasar junto com suas duas amigas em uma noite. Quando digo extravasar é literalmente mesmo. Meghan toma todas as doses alcóolicas que consegue e sai na companhia do bartender. E bebe mais. No meio da noite recebe a noticia que o canal voltou atrás e a querem como sua âncora. Então Meghan começa a sua jornada da vergonha quando tudo, completamente tudo dá errado. Ela tem algumas horas para chegar ao seu trabalho para sua última transmissão e entrevista com seus futuros chefes. Adornada no seu vestido amarelo justo e curto, Meghan se vê numa corrida contra o tempo onde o mundo não conspira ao seu favor. Seu carro é guinchado, ela está sem sua bolsa, sem dinheiro e sem seu celular. É confundida com prostituta, vai parar numa gangue e é perseguida por policiais. Elizabeth Banks está hilária. Esse é o típico filme para se ver com as amigas tomando uma boa cerveja, pois é impossível não se identificar com a protagonista. Ótimo filme de comédia a nível previsível, mas interessante.



Oculus (2013) 

Quando seu irmão consegue aval do hospital psiquiátrico onde esteve durante anos após a terrível tragédia que assolou sua família quando pequenos, Kaylie está mais convicta do que nunca que o grande culpado de tudo é o espelho que decorava o escritório de seu pai e trama uma verdadeira armadilha para conseguir acabar com ele. Seu irmão está cético de que nada há de errado com o espelho quando acontecimentos e lembranças da infância marcada pela morte dos pais começa a assombrá-los. Eu sou VICIADA em filmes de terror. É o meu gênero favorito e o mais decepcionante também porque é muito difícil ter um filme com uma boa história e interpretação. Esse filme foi uma surpresa para mim. No ótimo sentido. O enredo é simplesmente FANTÁSTICO e a continuidade de cenas impressionante. Ele te prende em um jogo mental. O subconsciente é a peça chave desse filme. A gente começa pensando uma coisa, depois com as ordens das cenas passamos a duvidar se aquilo é verdade e ficamos nessa de não saber o que realmente está acontecendo até o final do filme. Os atores foram ótimos também. Esse filme não é a base de sonoridade, ele não te prega sustos com agudos de acordes, na realidade ele não te prega muitos sustos, ele te intriga. É difícil eu gostar de um terror e querer assisti-lo novamente, as Oculus me cativou. Um bom pedido para uma noite de tédio.



Livro

Interview with a Master - Jason Luke

Esqueçam tudo que leram em 50 Tons de Cinza. Esqueçam Christian Grey e seu suposto tipo de dominador sexual. Esqueçam os joguinhos que ele brincava com a Anastasia. Esqueçam. Essa série não passa de uma brincadeira comparada com Interview With a Master. Para os ou as curiosas do mundo BDSM (Bandage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) esse livro é a chave fictícia. Nele somos introduzidos ao Jonah Noble, o verdadeiro Mestre da arte BDSM. Somos apresentados ao seu estilo de vida e ao que BDSM realmente se refere, sem nhémnhémnhém e nem poupança de detalhes sórdidos. É um livro completamente nítido e erótico, com o linguajar sexual apropriado e sem firulas. Se quiserem a resenha completa, só pedir nos comentários ou no Twitter que faço.



Música

Dark Horse - Katy Perry

Essa foi a música que embalou minha semana. Ela foi ouvida 47 vezes nos últimos 7 dias de acordo com o meu player. A pegada pop da Katy Perry misturada com um toque de hip-hop me pegou de jeito. Dá vontade de arredar as cadeiras e dançar no meio da sala.



Maps - Maroon 5

Claro que eles não iam ficar de fora né? Meus amados e lindos e maravilhosos do Maroon 5 lançaram essa semana sua nova música Maps. A pegada é característica da banda e com a voz aguda do Adam Levine. Eu particularmente gosto mais do antigo Maroon 5, da época de Songs About Jane quando as músicas eram mais calmas, mas mesmo assim curti demais esse novo single.





Espero que tenham gostado! 

Resenha: A Desconstrução de Mara Dyer

4 de jun. de 2014

Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la....

Eu ainda estou me martirizando por ter demorado tanto tempo pra ler esse livro (que foi publicado em 2011).

Sou uma viciada em canais literários. Fico boa parte do meu tempo procrastinando meus deveres profissionais e acadêmicos pra ficar vendo o que outras pessoas tem a dizer sobre livros e séries. É meu guilty pleasure. E uma coisa que vi em comum em muitos dos canais que sigo foi esse nome: Mara Dyer. Vi muita, mas muita gente falar bem e recomendar esse livro, mas como eu disse, eu procrastino e não pegava nunca esse livro pra ler. Até ontem. E entendi o porquê de toda aquela recomendação.
Não li a sinopse. Aliás, ando fazendo isso muito ultimamente. Leio o livro sem ler a sinopse. Quero ser surpreendida, quero não saber o que vai acontecer em seguida e na maioria das vezes quando sei sobre o que se trata o enredo eu já sei ou tenho noção do que vai acontecer na próxima página. Acho que isso foi um fator primordial pra eu ter adorado tanto esse livro.
O livro é confuso. Demorei um tempo pra me acostumar com o jeito que as coisas aconteciam com a Mara Dyer. Não estou falando da narrativa – que é ótima, simples e direta -, estou falando da ordem e maneira dos acontecimentos. Entretanto, não haveria outra maneira de mostrar o que acontecia com a Mara se fosse de outra maneira. Ela está confusa. Não, ela é confusa. Permita-me dizer que é louca.

Somos introduzidos a história com um jogo de tabuleiro místico chamado Tábua de Ouija, sabem, aquela tábua com letras e um apontador onde se faz pergunta pros mortos. E nesse jogo, Mara Dyer é o centro das atenções, pois do nada, todos seus amigos morrem e ela não sofre um arranhão. E não se lembra do que aconteceu. Basicamente, o livro se desenvolve em torno disso: o que aconteceu naquele dia e porque Mara não foi atingida. Nossa protagonista então começa a ter alucinações sobre seus amigos, sobre lugares, vendo vermes em comida.
Mara Dyer é uma adolescente que tem muita carga nas costas para levar. E ela enfrenta isso da maneira que muitos jovens não conseguiriam. Ela enfrenta o que acontece com ela e mais, quer saber o que está acontecendo, não se deixando levar pelo o que sua família ou psicóloga pensa. Ela sabe o que vê, sabe o que sente. Eu gostei muito dessa personagem, me identifiquei muito com ela. Mara não é uma desistente, ela é perseverante. Claro que enfrenta algumas crises por não ter noção do que está acontecendo, mas isso é normal para qualquer pessoa.
Os personagens secundários também são maravilhosos. Noah, o rapaz mais charmoso do colégio e que vê algo em Mara com que desenvolve uma relação estranha é perfeito. Ele me conquistou. O primeiro amigo da Mara no novo colégio, Jamie Roth, também. Sem contar o irmão mais velho dela, Daniel, que merece ganhar o troféu de melhor irmão do mundo por estar sempre presente e cauteloso em relação a irmã.

O mistério sobre quem é Mara Dyer é desenvolvido aos poucos e bem lentamente. Somos deixados com mais perguntas do que com respostas, na realidade. Isso me preocupou e decepcionou um pouco por que quando terminei o livro, senti que não descobri nem 20% do que está acontecendo. E que final foi aquele? Eu amo finais ‘uau’ e com um gancho pro livro sequência que nos faz ansiar pelo segundo livro como ansiamos por água no deserto.
O livro é totalmente psicológico e sombrio. Não digo sombrio com lugares escuros e magia negra, mas é sim pelo fato da trama ser do subconsciente, do desconhecido. Dou 5 estrelas pra esse enredo fantástico e já estou devorando o segundo livro.

Resenha: The One - Kiera Cass

11 de mai. de 2014


A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante ... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.

É isso. Acabou! Chegou o tão esperado fim de uma das trilogias mais amadas dos últimos tempos. Eu não tive oportunidade de falar da série A Seleção da Kiera Cass antes aqui no blog, mas não podia deixar passar batido esse final. Que eu esperei desesperadamente.
Para quem viveu numa bolha nos últimos tempos, A Seleção é uma trilogia distópica vivida é um novo Estados Unidos (eu acredito), agora chamado de Iléa. O regime é monárquico e a sociedade é dividida em castas, cada uma caracterizada por um tipo de produção trabalhista. São oito castas, sendo a primeira reservada para a realeza e a última para os pobres indigentes. É uma sociedade completamente segregada. Nossa protagonista, America, faz parte da casta Cinco, a casta dos artistas e é apaixonada por Aspen, um Seis.
A Seleção é nada mais que um reality show vivido no palácio real onde o atual príncipe escolhe dentre 35 garotas sorteadas de todas as castas para se tornar sua esposa e futura rainha. É uma tradição de Iléa e toda a sociedade anseia pela época da Seleção. A verdadeira metáfora do pão e circo. America foi sorteada no primeiro livro da trilogia e acompanhamos junto a ela toda sua jornada na Seleção.
Eu tenho uma relação de amor e ódio quanto a America. Eu a adorei no primeiro livro. Se mostrou uma protagonista que sabe o que quer, que bate o pé e não volta atrás no que disse. Que tem princípios e os honra. Já a America de A Elite, o segundo livro, foi uma surpresa pra mim. Como eu odiei. Ela foi tão egoísta e tão mimada que tive vontade de dar uns bons tapas na cara dela pra ver se acordava pra vida. E a America de The One foi um misto dessas duas. Ela me irritou muito com toda essa história de dizer-ou-não-dizer que ama o Maxon. Eu sei que foi proposital da autora mostrar essa insegurança da America pra dar um toque de emoção na competição acirrada, mas ela me deu nos nervos.
"Tonight I was taking down a man"
Quanto ao Maxon. Ahhh o Maxon! Como não se apaixonar por ele, gente? Alguém aí me diz? O Maxon é a personificação do lindo e fofo, do inseguro e apaixonado e do homem que está aprendendo a tomar a frente da própria vida. Algumas vezes eu tive vontade de pegar o Maxon pela mão e dizer “Senta aqui, vamos conversar! Você é adulto, é um príncipe então para de se comportar como um ratinho medroso!!”. E digo isso em relação pai-filho do Maxon com o Rei. Em A Elite foi mostrado como essa relação era conturbada e eu entendi esse medo do Maxon em confrontar o pai, mas não posso deixar de dizer que quis arrancar o cabelo várias vezes de tanta raiva.
"I like my imperfect girls"
A Seleção agora está entre quatro garotas e mesmo o Maxon dando a entender inúmeras vezes e de diversas maneiras que a America é sua favorita, ela ainda não consegue aceitar que tem de ser a primeira a dar o primeiro passo. Acho que me irrito tanto com ela por se parecer muito comigo. E quanto ao Aspen? Eu estou revirando os olhos nesse momento. Se tem alguém aí que gostou do Aspen, por favor me diga porque eu não suporto esse cara. Mas eu mordo minha língua porque em The One ele evoluiu muito e foi bastante legal até. Quem leu sabe porque de uma hora pra outra eu nutri certa simpatia pelo rapaz.
“We have to make you the people’s favorite.”
O mistério dos rebeldes foi solucionado e como eu e a maioria dos leitores imaginávamos, o pai da America era um rebelde do bem. Na verdade, eu achei essa parte na história de A Seleção muito forçada pra ser bem sincera. Eu sei que escrever três livros somente sobre uma competição feminina e amorzinhos pode soar um tanto quanto chato e que a autora quis dar aventura com esses rebeldes do bem e do mal, mas a história se desenvolveu muito isolada e muito rápida. Quando descobrimos sobre o pai da America foi questão de segundos e pronto. Acabou.
“What do you want?” He flicked his head toward me. “Pick her.”
E o que foi a Celeste, gente? Eu odiava ela, sem brincadeira, mas nesse último livro ela simplesmente divou e roubou a cena em todas as partes em que foi citada. Celeste, por favor, venha ser minha amiga!

Agora aqui começam os spoilers! Se você não leu The One e não quer saber o que acontece, obrigada pela presença e feche a aba do blog. Se não se importa em saber, vem comigo!
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Eu sabia que a Kiera não poderia terminar essa trilogia sem que a America e o Maxon não terminassem juntos. Ia ter uma revolução da parte dos fãs e eu mesmo ia ficar indignadíssima. Porém. Eu precisava de um porém. E o meu porém era o NÃO do Maxon pra America. Porque Renas? Ora porque! Porque o Maxon não foi nada além de lindo e fofo e romântico e sincero e apaixonante com a America e o que ela foi com ele? Uma egoísta. Ela sempre cobrava dele mas nunca dava nada pro pobre moço. E quando ele se cansava e dava oportunidade pra outra competidora, a America ficava com raiva. Então eu precisava de uma rejeição do Maxon, ele me devia isso. E eu tive. Foi a parte do livro que meu coração mais acelerou. Um minuto antes eu estava toda ‘awwwwnn’ com as declarações mútuas do Maxon e America, e no segundo seguinte o Maxon tá sambando na cara da America. Tudo por um mal entendido com o Aspen. CLARO! Eu devo confessar que adorei o Maxon ignorando a America e deixando claro que ela não servia pra ser sua esposa. Eu adorei. Obrigada Kiera. Obrigada Maxon.
E eu sabia que os dois tinham de fazer as pazes e ter o casamento do século, só não esperava que fosse tão... fácil. Eu queria ver a America correndo atrás do Maxon. Queria que ela sentisse o desprezo dele corroendo suas veias. Queria que ela fizesse alguma loucura pra provar que o ama. Se ela enfrentou o Rei na frente das câmeras, por que não fazer uma estupidez em nome do amor? Ahhhh não, mas é a America né? Ela não dá o primeiro passo. E quem deu esse passo pra reconciliação? O Maxon. Foi a única parte do livro que eu não gostei. Em um segundo ele trata America com se ela fosse um nada e no seguinte ele está lá se declarando, dizendo que a ama e que o coração dele é dela. Claro que teve todo aquele contexto do massacre dos rebeldes e do risco de vida que ambos corriam, mas eu precisava de mais humilhação da America. Ela ficou muito no pedestal pro meu gosto. Depois que os rebeldes foram derrotados – em menos de duas páginas -, os dois se encontram, fazem as pazes, trocam juras de amor e se casam. The End.

Eu chorei. Claro que chorei. Mas faltou uma pitada de acidez no desfecho real. Do mais, eu adorei. E se você sofre de ansiedade como eu, se prepara pra quase ter um ataque cardíaco ao ler. Kiera Cass sabe muito bem como nos deixar a beira do precipício do nervoso.

Resenha: Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes

1 de mai. de 2014


Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.












              Eu ainda estou me recuperando da leitura desse livro. Sério.

Esse livro te suga pra dentro dele. E isso não foi uma metáfora. Ele te prende, te sufoca, te excita, te emociona e você não consegue largar facilmente, e quando se dá por si, já acabou e está aos prantos. Se você não chorar ou não chorou é porque tem sérios problemas. Eu não sou fácil de chorar em livros e nesse aqui eu dei o braço a torcer.

          Começamos a leitura conhecendo a Louisa, ou melhor, Lou. Ela é uma jovem adulta de 26 anos que trabalha como garçonete em uma cafeteria – e gosta muito do trabalho, obrigada – e mora com os pais, a irmã, o sobrinho e o avô semi-dependente após um derrame. Namora um rapaz em ascensão na carreira que mais pensa nos treinos e corridas de triatlo do que neles. Fazem parte da típica classe assalariada inglesa e junto deles passamos por obstáculos financeiros. Como, por exemplo, o inesperado desemprego de Lou quando a cafeteria resolve fechar. Lou era uma das bases financeiras de sua casa e sem emprego ela se vê desesperada para arranjar qualquer trabalho. E então somos apresentados a Will Traynor.

"Quem era eu para dizer como ele deveria viver?

            Will era um sócio de um escritório de advocacia muito bem sucedido em Londres. Até que vê sua vida presa a uma cadeira de rodas após um terrível acidente. O jovem rico, bonito e ávido por aventuras passa a ser um homem mal-humorado, sarcástico e com pouca – ou quase nenhuma – vontade de viver.
            Os dois são jogados na vida um do outro quando Lou aceita trabalhar como cuidadora de Will. Eles não se suportam de imediato, mas tem que aprender a conviver com suas diferenças. E é aí, meus caros, que o livro começa a montanha-russa de emoções.

 "Às vezes, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.

        É um enredo forte e não água com açúcar. Os personagens são reais e não criaturas que sofrem e superam tudo no final como num passe de mágica. Jojo Moyes mostra que esse mundo não é realmente cor-de-rosa e, principalmente, para um tetraplégico e todos ao seu redor, é um mar de cinzas. Eu ficava indignada com a descrição das dificuldades que Lou e Will passavam com a cadeira de rodas, especialmente quanto aos ambientes físicos e o preconceito. Como enfermeira eu soube sentir mais a fundo o quão difícil é os cuidados a um tetraplégicos e a forma como a Lou encarou isso me causou fascínio. Ela não desiste, mesmo com a teimosia de Will, chegando a ser chata em certos momento.
            É incrivelmente belo ler e acompanhar a evolução do relacionamento entre Lou e Will. É uma mão de duas vias, é dar e receber, e principalmente, compartilhar. É amizade, é companheirismo, é compaixão e amor verdadeiro, sem toques de beleza. É Lou mudando Will e Will mudando a Lou.  É um desistindo e o outro erguendo do chão. Aí vem a compreensão do título do livro (que para ser sincera, eu pensava ser sobre alguém que terminou um relacionamento e estava tentando continuar a vida).

Só sei dizer que você me transformou… numa pessoa que eu nem imaginava. Você me faz feliz mesmo quando é horroroso. Prefiro estar com esse “você” que você deprecia do que com qualquer outra pessoa no mundo.
          A gente torce, como uma líderes de torcida com pompons nas mãos a cada frase e a cada passagem de capítulos. A gente torce por Lou e torce mais ainda por Will. Torcemos para que as dificuldades da vida não atrapalhem a relação tão pura e genuína que os dois construíram juntos.  Cada um espera um final desse livro e eu achei incrível a maneira como a Jojo deu o ponto final. Esse livro nos faz pensar, sabe? Eu realmente refleti muito enquanto lia. Será que a nossa vontade é mesmo a melhor? Será que o ponto de vista do outro não tem também a sua validade? O melhor para ele é o melhor para nós? E vice-versa?
           A narrativa é em primeira pessoa, ora sob a visão de Lou, ora sob a visão da irmã dela, sob a mãe de Will e até mesmo do enfermeiro que cuida dele juntamente de Lou. Eu achei isso fantástico pois pudemos sentir e perceber como aquela realidade afeta cada um.
            O livro é lindíssimo, dramático onde se deve e com vários tapas de realidade. Definitivamente entrou para o meu Top Five de livros que me fizeram chorar. Por favor, se não tiverem lido, LEAIM!


Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem. Apenas viva.” 

Nome: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Editora no Brasil: Intrínseca
Número de páginas: 318
Média de preço: R$ 29,90
Eu digo: 5 Estrelas

Renas Says: boring!

6 de jan. de 2013

Depois de um século sem postar, eis que retorno das cinzas. É férias, não tenho nada pra fazer, então por quê não reavivar o blog ne?

Então... Por esses dias (3 dias atrás, pra ser exata), eu postei no meu Twitter que queria ler um livro depressivo e que fizesse chorar, pois estou numa onda fossa. De algumas dicas, veio esse livro:

A Culpa é das Estrelas - John Green

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.


Eu já havia ouvido falar nesse livro há um tempo mas nunca tinha tempo pra ler. E mais, eu já li um livro do John Green, À Procura de Alaska, livro este que só tenho amores pra dar. Então, juntando o útil ao agradável resolvi me aventurar nas páginas de Green por não esperar uma decepção. BAAAAAAN. WRONG! Eu realmente tenho que parar com essa mania de criar expectativas nas coisas.

A sinopse acima é auto-explicativa. Podem me jogar pedras, mas eu cansei dessas histórias de garota com câncer encontra garoto (se ele tem câncer também varia com o autor), eles vivem um romance e blábláblá. É exatamente isso que acontece em A Culpa é das Estrelas. Eu tenho coração, por mais que alguns duvidem, mas achei o enredo bastante batido e água com açúcar.

Hazel é um adolescente madura pra sua idade, maturidade esta alcançada por conta da doença. Ela é até engraçada em alguns pontos. Um humor ácido, sarcástico, o que me fez gostar dela. Mas, como na sua maioria, é uma protagonista anti-social, fechada para amizades, que se tranca em casa para ler seus livros pouco comuns. É inteligente, confesso, mas às vezes me irritava querer se mostrar tão gênio e diferente dos outros. Augustus por outro lado é o mocinho lindo, DE OLHOS CLAROS, CORPO DEFINIDO E COM UM ÓTIMO HUMOR. Um garoto que encontramos todo santo dia na esquina, vai dizer? Eles se encontram um dia na reunião de Grupo de Apoio e lá se começa a história diabética.

A narrativa de John Green é a coisa mais deliciosa de se ver. Sério. É uma linguagem fluida, calma, colocando detalhes exatamente onde devem ser colocados, poupando nós, leitores, de uma leitura enfadonha. É por isso que eu li até o final. John Green é um autor espetacular. Só errou no enredo mesmo.

Eu estou numa fase da minha vida muito chorona. Choro porque pousou uma mosca no meu braço, choro porque um fio de cabelo meu caiu, choro porque a Morena não conseguiu fugir em Salve Jorge... e não chorei nesse livro. A história é bonita, não vou dizer que não. A amizade/amor entre Hazel e Augustus é linda. A troca dos dois é genuína, mas eu precisava de mais. Ainda preciso.

Se você está afim de um romance young adult fofo, posso dizer emocionante em algumas partes e realista, eu indico A Culpa é das Estrelas.

Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green 
Editora: Intrínseca
Páginas: 288 
Publicação: 2012
Renas says: boring!