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5 Motivos para ler a Série Mortal - J.D. Robb

20 de jul. de 2014

Retornei a pouco a minha leitura obrigatória da Série Mortal da Nora Roberts sob o pseudônimo J.D.Robb e achei interessante trazer para vocês os motivos pelos quais essa série é a melhor de toda a minha vida e porque eu amo tanto. Eu poderia ficar falando por dias, mas escolhi 5 motivos principais para tentar instigar vocês a lerem e se apaixonarem como eu. Ia ser em forma de vídeo, mas ainda estou tentando achar um foco de luz que preste porque o ISO da minha câmera não colabora.



A Série Mortal se passa em uma New York futurística e é focada na história da Eve Dallas, uma policial da sessão de homicídios, e nos assassinatos que ocorrem nessa grande cidade. A trama começa em Nudez Mortal onde ao tentar resolver o mistério de um homicídio, Dallas se vê atraída pelo principal suspeito, Roarke. A série contém 49 livros – mentira, o 47º será lançado agora em setembro – lá nos Estados Unidos, e infelizmente, aqui no Brasil temos até o vigésimo segundo. Cada livro conta com um assassinato e um mistério a ser solucionado e em paralelo há o desenrolar da vida pessoal da protagonista e dos personagens secundários. A autora sempre que perguntada nunca revela quando será o fim – o que eu não importo, para mim pode ser infinito – mas dá a entender que não vai se prologar muito e que quer finalizar a história em um número inteiro (o que nos deixa a dúvida se o 50º será o último).


1º Motivo: A autora e sua escrita
Eu conheço a Nora Roberts há muito tempo. Para quem não sabe, sempre fui e sempre serei uma fã incondicional de romances de banca – sim, esses Biancas, Sabrinas e afins. Eu tenho MUITOS desses livros aqui em casa, na última vez que contei chegou a 120 e não troco nem dou. E a Nora é a rainha do romance lá nos Estados Unidos, tipo uma J.K. Rowling da fantasia, ou Anne Rice dos vampiros. Muito sucesso mesmo! A mulher sabe escrever. Sua escrita é fluida e contagiante, ela se apega realmente nos detalhes necessários e consegue formar um cenário que ao ler é como se estivéssemos lá de tão preciso. O mesmo vale para seus personagens que são muito bem construídos, sua fundamentação é sólida. A Nora é famosa por saber excitar os leitores com seus twists, surpresas e mistérios. Ela é muito concisa, muito direta, não há firulas e um outro ponto marcante da sua forma de escrever são os diálogos que são dominante. Então, ler a Série Mortal não se torna um martírio pela linguagem usada, pelo contrário, é tão natural e cotidiana que não conseguimos parar.
 

2º Motivo: O cenário
Em Mortal, a autora nos leva a uma viagem futurística para o ano de 2058. O primeiro livro foi lançado no ano de 1995 então a Nora criou um mundo muito avançado – o que para nós que lemos em 2014 percebemos que ainda estamos muito distante de ser como ela imaginou. Para quem já viu o filme Inteligência Artificial  ou então Minority Report pode ter um pouco da noção dessa New York que a Nora nos trás. A tecnologia tomou conta do mundo, aqui a água não é o bem mais importante porque com certeza alguém inventou uma maneira de consegui-la através de algum protótipo eletrônico ou bactéria supermutante. Os personagens dividem o dia-a-dia com androides que se parecem tanto com humanos como se é possível – e tem até animais de estimação androide, imagina não ter que limpar sujeira ou alimentar esses bichinhos que fazem tudo o que você quiser? A vida é muito facilitada por essa invasão tecnológica. As pessoas são mais extravagantes, usam corem berrantes nas roupas, no cabelo, nos olhos, e se não gosta da maneira como nasceu, pode reconstruir o rosto com algum cirurgião plástico. Os eletrodomésticos que a Nora inventou são fantásticos e dá muita vontade de ter. Como por exemplo o AutoChef que é uma maquina onde você programa o que quiser para comer e em alguns minutos o prato está pronto. Ou então o telelink que não passa de um celular mais avançado com tecnologia holográfica. Na verdade a holografia está presente em tudo. Imagina você que quer relaxar em uma praia sem sair de casa, só programar e BUM, a praia vem até você com cheiro, sol e textura. Sem contar o trânsito que aqui na série podem andar na vertical. Outra coisa que chama atenção é que nesse mundo o homem já conquistou a lua e os outros planetas, tanto que a prisão de segurança máxima fica em outro planeta. Enfim, são inúmeros os artifícios e novidades que a Nora proporciona e a gente viaja junto a leitura para esse mundo fantástico.
 

3º Motivo: O gênero literário
Eu costumo chamar o enredo de Mortal de policial-romance e não romance-policial porque aqui o foco maior vai para a busca do assassino com pinceladas de romance de vez em quando – talvez um pouco mais no primeiro. Não é digno de uma Agatha Christie, mas a Nora soube muito bem como desenvolver um mistério policial. É preciso ser atento a todas as cenas e capítulos, pois ela não coloca um personagem, ou uma fala, ou uma pista a toa, aquilo que passou despercebido aos seus olhos vai ser peça chave para a solução do mistério. Claro que também há coisas para despistar, nós mortais. Eu adoro esse gênero porque eu sou daquelas que enquanto lê já vai apontando o possível assassino e na Série Mortal errei feio algumas vezes. Está tudo ligado, cada capítulo tem um gancho para o próximo o que, obviamente, faz com que seja difícil largar a leitura. Os assassinatos em si são muito bem bolados e construídos, sem mencionar que são diferentes de tudo que você já leu. Tem uns que envolve muito sangue, outros que envolve muita inteligência e maneiras absurdas de aniquilar pessoas. Outra coisa que acho fascinante nessa série é que acontecimentos de um livro pode gerar alguma polêmica em algum dos livros seguintes. Então para você que é fã de um bom policial, Série Mortal consegue suprir as necessidades e principalmente expectativas.
 

4º Motivo: Os personagens
Não vou repetir que são muito bem construídos pra não ficar chato. Os personagens da Série Mortal são os mais variados possíveis, temos o engraçado, o charmoso, o idiota e assim vai. Apesar de toda a série se desenvolver em torno da Eve Dallas, aqueles que de alguma maneira interagem com ela recebe também a devida atenção e há a construção de uma personalidade e histórico, fazendo com que nós nos identifiquemos com pelo menos um deles. Eu sou Team Eve, acho essa mulher a mais impressionante e fantástica dos romances modernos. Os personagens da série evoluem de um livro para outro, eles não são nada parecidos com o que eram no inicio, mas sem perder aquela essência que os fazem fascinantes. Os secundários sempre roubam a cena quando aparecem, e digo em relação ao Charles Monroe e a Mavis (diva linda). Sem mencionar a melhor coadjuvante da história da série e quiçá da literatura: Delia Peabody. Essa mulher, pelamordeus, é DEMAIS! Por favor venha ser minha melhor amiga. É muito legal ver como cada um se relaciona com a Eve e como ela retorna esse relacionamento também. Menções honrosas para Feeney, McNab e Dra. Mira. E mais, eles são importantes para Eve e também para o desenrolar de toda a série. Alguns dizem que a Eve leva a Série Mortal nas costas, eu concordo, mas sem esses outros personagens ela não seria nada e assim, a série também não.
 

5º Motivo: O bom-humor
Sempre que eu leio ou releio algum livro da série eu solto várias risadas. O bom-humor dos personagens está presente em cada capítulo, solta em alguma piadinha infame ou comentário sarcástico – esse vai para a Eve. Falando nela, a relação que ela possui com o Summerset, o mordomo de Roarke, é de fazer chorar de rir. Os dois estão sempre se alfinetando e a Eve sempre com alguma frase irônica na ponta da língua. A Peabody é o lado comédia da Eve, ela vê graça em tudo e faz graça em tudo também. Suas piadas são sensacionais! Acredito que isso faz com que a leitura se torne muito mais gostosa porque a autora sabe dosar o engraçado e o faz nos momentos oportunos. A gente sempre sempre espera alguma gracinha deles em algum ponto da história. Há cenas tão cômicas que me fazem desejar ter esse povo como minha roda de amigos. Como por exemplo a luta do Roarke com a churrasqueira ou o pavor da Eve de salões de beleza. Há tanto drama e tensão no enredo com os assassinatos que essa quebra com comédia é muito bem-vinda.
 

Se nenhum desses motivos te deu vontade de ler a série, eu vou ser obrigada a lançar minha arma secreta: ROARKE. Simples, ele basta todos esses livros. 


Resenha, Opinião, Desabafo (2): Os Instrumentos Mortais - O Final

17 de jul. de 2014



Eu não ia falar dessa série aqui. Juro que não, mas não me aguentei! O desfecho dessa série que tanto amo foi lindo, ideal e maravilhoso. Então, eu preciso escrever.

 

Como disse no post sobre As Peças Infernais, eu sou apaixonada pelo mundo dos Caçadores de Sombras e a série Os Instrumentos Mortais é o meu xodó há muito tempo. Os três primeiros livros foram incríveis, Cidade de Vidro então foi espetacular, só que a Cassandra Clare quis continuar a história com mais três livros. Não gostei, achei desnecessário e quando li Cidade dos Anjos Caídos então me decepcionei demais. A história perdeu o rumo, os personagens perderam sua essência e se tornaram insuportáveis. Bom, talvez nem todos. Eu não gostava do Simon, desculpa mundo, mas é a verdade. Achava ele chato, engraçadinho de vez em quando, mas chato e irritante. Só que nessa ‘Parte II’ de Os Instrumentos Mortais eu passei a amá-lo. O Simon evoluiu imensamente na mesma proporção que o Jace involuiu. O Daylighter conquistou um espaço no meu coração que achei impossível possuir. Ele está muito diferente, muito mais inteligente e independente de maneira gritante. Cassandra Clare fez um favor a humanidade ao cortar o cordão umbilical que ligava Simon a Clary, porque, assim como Jace, a Clary só decepcionou.         

Eu tenho uma relação de amor e ódio com a Clary, só que em Cidade dos Anjos Caídos ela está insuportável. Tá mimada, carente, egoísta e chata. Exatamente com o Jace. Meu Deus, Cassie, você conseguiu acabar com o encanto desse personagem em um livro. Esse garoto tá um saco de tão chato e dramático e cheio de mimimis. Ainda bem que tinha mais dois livros. AINDA BEM.

Em Cidade das Almas Perdidas os personagens voltam a ser como eram antes. Graças a Deus. Quer dizer, mais ou menos! Talvez não o Jace. Quem leu sabe o que eu quero dizer. Ainda sim, mesmo com esse porém na sua história, o Jace conseguiu reavivar aquela avidez e alma sarcástica e impulsiva que eu – e acredito que todas – tanto amo. A surpresa mesmo vai para a Clary que FINALMENTE depois de 5 livros consegue se portar como uma Caçadora de Sombras e não como uma adolescente mimada e ‘traída’ pela sua mãe. Eu devo tirar meu chapéu para ela aqui, pois se mostrou uma peça chave no desenrolar na história e não mediu esforços para ir atrás dos seus propósitos, e mais, não pensou em si. Outra coisa que devo destacar nesse livro – acho que em todos, na verdade – são as histórias secundárias. Isabelle continua diva como sempre, foi a personagem que menos perdeu o seu eu interior. Ela está mais amável do que em Cidade dos Ossos, mas isso aconteceu de maneira gradativa e extremamente fofa. O Alec seguiu o mesmo caminho da irmã, está muito mais maleável e amigável, SÓ QUE, pra que tanto mimimi na relação com o Magnus? Cassie, para de fazer os personagens ficarem chatos, pelamor! Alec quer saber quantos, quem, como e onde o Magnus traçou e fica putinhA quando não tem respostas. Alec, migo, de experiência própria, você não quer saber quantas bocas já estiveram no seu namorado, então, pode parar. Gostei muito da atenção que a autora deu ao Jordan e Maia, o bando de lobisomens é o meu segundo na escala de favoritismo de Seres do Submundo. E tem o Magnus!! MEU DEUS, O MAGNUS! Eu sou enlouquecidamente apaixonada por ele, sem brincadeira. O personagem é tão natural – digo na sua personalidade porque de natural ele não tem nada – que é impossível não gostar dessa criatura. Em todas as cenas que ele aparece, rouba a cena. Magnus é sempre necessário. Sempre! Ele foi o único que não mudou em nada do seu comportamento, continua o mesmíssimo.

E temos o Sebastian. Sério, SEBASTIAN ME ABRAÇA! Eu pensei que a Cassie não conseguiria criar um vilão tão fascinante com o Valentine, mas errei feio. O Sebastian SUPERA o pai, em todos os sentidos. É nesse segundo livro da ‘Parte II’ que nos tornamos íntimos do Sebastian e, não sei vocês, mas eu aprendi a gostar dele e a torcer por ele. Não digo em relação ao seu plano maquiavélico de quer extinguir a raça dos Nephilims, mas sim por ele em si. O Sebastian me conquistou principalmente por sua persistência e inteligência, mas também pelo seu amor – sim, ele também ama – por sua irmã. É um amor diferente, doentio se me permitem dizer, mas vamos dar uma colher de chá porque ele foi criado por Valentine. Ele só é carentão, o pobrezinho.

Uma coisa que achei que foi forçar a barra nessa série foi a relação parabatai entre Jace e Alec. Os três primeiros livros não tem tanta referencia a isso como nesses três últimos, tanto que eu nem me lembrava que os dois eram parabatai. Não teve aquela profundidade que vemos com Will e Jem – acho difícil criar outros parabatai tão perfeitos como eles. O ‘parabataísmo’ em As Peças Infernais é muito mais intenso do que em Os Instrumentos Mortais. Deve ser pelo fato do enredo não focar tanto nessa relação como foi com Will e Jem, mas eu não consegui sentir a conexão e o amor tão forte a ponto de se ligarem no ritual em Jace e Alec. Os dois são muito independentes entre si e EU acredito que parabatai tem uma relacionamento de interdependência. Sei lá, não colou.

Aí chegamos em Cidade do Fogo Celestial. A gente tem um mistério em relação ao Jace e quanto ao nome do livro que sinceramente não me empolgou muito. Começamos o livro já levando na cara com ataques a Institutos e mortes. Tem morte pra tudo quanto é canto – beijo JK Rowling – e tem UMA MORTE COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIA! Sério, a pobre criatura não fez nada pra merecer isso. Cassie, bad girl! A trama do sexto livro é pra prender, porque a cada capítulo tem uma coisa acontecendo e não deixando nossa turminha em paz. 

Acredito que agora começam os spoilers. Para você que não leu o último livro, obrigada pela presença. Para você que leu ou não se importa, vem!
 

Primeiro. Sinceramente eu achei que o mistério do fogo celestial em Jace foi resolvido muito rápido. O menino tá lá explodindo em chamas no Inferno e a Clary, com uma simples runa de bloqueio de fogo, consegue passar por ele e tirar o fogo do Jace e coloca-lo em uma espada, de novo, com uma simples runa que ela nem sabia da onde vinha. Muito rápido. Muito fácil. Cadê a complicação do negócio pra deixar mais emocionante? E a volta do Jem para o mundo mortal com um simples toque em Jace? Menos cinquenta pontos, Cassandra.

Segundo. Eu não gostei e nem desgostei da Emma Carstairs e do Jules Blackthorn, só achei que a Cassie queria muito introduzir os dois no meio da história pra gente ir acostumando com eles já que são os protagonistas da outra série dos Caçadores de Sombras. Tá bom, entendi, mas não simpatizei tanto assim.

Terceiro. Pra quê tanto Jem e Tessa? Tá, tudo bem que não foi tanto assim, mas pra quê? Ai, só de ler o nome da Tessa eu me contorcia toda. Aqui não, por favor, fica no seu canto, filha!! O epílogo com a Tessa no meio me irritou. Sério, não suporto! A única coisa que eu queria que ela fizesse – já que estava ali mesmo né? – era falar pro Jace sobre o Will e os Herondale. Só! Aí saía de cena de fininho.

Quarto. FINALMENTE Clary e Jace foram pros finalmente! O que a Cassandra tem com sexo em lugares demoníacos? Ali na caverna deve ter sido completamente desconfortável pra Clary. Coitada, era a primeira vez da moça! Enfim, é pra glorificar de pé, irmãos!!

Quinto. QUE FINAL LINDO FOI O DO SEBASTIAN? Sério mesmo, foi digníssimo para o melhor personagem dessa segunda trilogia. Foi mais do que emocionante, foi perfeito. Eu chorei como uma louca. Foi lindo, lindo, lindo! Ele voltando a ser Jonathan, os olhos verdes, se desculpando e despedindo da Clary e da Jocelyn. AI, PARA, VOU CHORAR DE NOVO!

Sexto. SIMOOOOOOOOOOOON! Ele se sacrificando para saírem do Inferno dando sua imortalidade e suas lembranças para o demônio foi de matar. E pior, a Clary falando com ele e ele não lembrando dela foi de cortar o meu coração em minúsculos pedaços. A parte que a Clary liga e ele não sabe quem está falando foi pra acabar comigo. PORÉÉÉÉM, o desfecho pra ele foi digníssimo também. Simon nunca gostou de ser vampiro então tirar a imortalidade dele foi perfeita, e melhor, o Magnus ajudando-o a Ascender para se tornar um Caçadores de Sombras foi ESPETACULAR. Eu juro que bati palmas quando li porque Simon é mais Caçador de Sombras que a Clary. Desculpa, é verdade. E aí vem a frase mais linda de todo o livro, quiçá de toda essa segunda trilogia. Quando a Clary pergunta pro Simon logo depois que o Magnus restaura algumas lembranças se ele lembrava dela e ele diz: “Você é Clary. Minha melhor amiga”. CHOREI OCEANOS. Clary e Simon não é mais bonito que Will e Jem, mas chega muito perto e sim, os dois TEM que ser parabatai, pelamordeus!


Sétimo e último. O final mesmo foi perfeito pra toda a série em si. A nossa turminha do bem reunida, juntas e felizes. Clary nos braços de Jace, Alec nos braços de Magnus e Isabelle nos braços de Simon. Todos reunidos no lago da fazenda de Luke – que finalmente conseguiu casar com a Jocelyn.

 Resumindo: estou órfã. Ressaca literária é pouco, tem uma parte de mim faltando. Agora eu consigo sentir o que os fãs de Harry Potter sentiram quando leram o último livro. Se essa segunda trilogia foi necessária? Não, mas as vezes a gente precisa de um pouco de desnecessário pra viver. A segunda trilogia de Os Instrumentos Mortais se equipara a primeira, só é mais emocionante por ser realmente o final de tudo. Deixo aqui o meu sincero OBRIGADA a Cassandra Clare. Você fez minhas leituras mais felizes. 


Nota: 5 estrelas

Top 5: Filmes de Terror

16 de jul. de 2014


Quem me conhece sabe o quanto eu amo um filme de terror. É meu gênero favorito e não dispenso. Sou sanguinária, gosto de sangue, cabeças rolando e dedos voando. Entretanto, gosto de um bom roteiro também, assim como boas atuações. Filmes de terror são os mais difíceis de me agradar, tanto por eu ser exigente como pela deixa dos produtores. Um bom filme de terror não feito só com um vilão louco, baldes de sangue falso e um final feliz, é preciso ter toda uma história e técnicas cinematográficas que consigam nos intrigar e chamar a atenção. Assim, venho hoje trazer o meu Top 5 de filmes de terror. Se você também curte, vem comigo!


1) Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut) – 2009

Melhor sonoplastia
Melhor sequência de imagens
Melhor continuação



  
A história se passa em torno de Matt (Kyle Gallner) que é diagnosticado com câncer e assim, toda sua família é obrigada a se mudar para uma casa nova na cidade próxima a clinica de tratamento. Essa casa começa a interferir nos sintomas de Matt e principalmente em seu comportamento. Quando seus pais começam a pesquisar sobre o passado e quem foram os antigos moradores, descobrem um mistério sobrenatural.
Não dei melhor roteiro, pois é muito batido. Na verdade, filmes com temática sobrenatural tem a mesma base de enredo. O que me chamou atenção nesse filme é que ele conseguiu tirar de mim uns bons gritinhos de susto e olha, isso não é muito fácil. É muito comum ver a mesma sequência de cenas e sonoplastia em filmes de terror, assim, quando o personagem está a frente de um espelho, nós já nos preparamos para ver alguma coisa no reflexo com direito uma boa dose de grave no som. Esse filme em questão foge dessa mesmice, os sustos vem quando estamos mais despreparados, e é por isso que entra no meu Top 5.


2) Jogos Mortais (Saw) – 2004

Melhor roteiro


 
Já vou deixando bem claro que sou fã de carteirinha desse filme e que achei completamente desnecessário essa penca de continuações. Até o terceiro a essência de Jigsaw é mantida, depois disso é só mais um terror americano comum. Estou aqui para falar especificamente do primeiro filme que me chocou demais. Para você que viveu em uma bolha e não sabe do que se trata essa franquia, nada mais é que um jogo de armadilhas criado pelo serial killer mais incrível da história do cinema, o Jigsaw, onde sacrifícios é a chave para a saída com vida.
A história do Jigsaw é incrível, tudo bem que só o conhecemos mais a fundo nos dois filmes seguintes, mas o que eu acho mais notável é que James Wan não quis criar só um lunático sedento por sangue, mas sim alguém com uma inteligência invejável com princípios e honras. Os jogos de Jigsaw são como maneiras de reabilitação, as suas vítimas possuem um motivo para estarem ali, ele não os escolhe de maneira aleatória. Outra diferença no serial killer é que seus jogos sempre há uma saída com vida, as vítimas que devem prestar atenção as suas palavras e enigmas.
Acredito que o final desse primeiro filme superou a expectativa de qualquer espectador e surpreendeu de maneira que ninguém poderia prever. Eu mesmo fiquei com a boca no chão. Obrigada James Wan, você foi capaz de escrever uma história deslumbrante.

3) O Albergue (The Hostel) – 2005

Melhor sequência de imagens
Melhores efeitos
Prêmio de filme mais nojento



 
Quando um dos produtores é ninguém mais, ninguém menos que Quentin Tarantino a gente já sabe que sangue será o protagonista. Quem já viu o Albergue sabe que sangue é o que não falta. As cenas são explícitas, tem muita carne humana cortada, muita pele arrancada e olhos perfurados. A gente quer ver as cenas, mas elas parecem ser tão reais que por mais que tentemos, fechamos os olhos com um suspiro. Essa é a característica fundamental do filme, ele te instiga e te intriga por ser tão nojento. O pior é que as cenas não são rápidas como uma decapitação, mas lentas e contínuas em uma lenta tortura. É preciso ter estomago forte para assistir O Albergue, como já disse, a câmera não foge do foco, é explícito.
A história é meio surreal, eu acredito – na verdade quero acreditar que esse tipo de coisa não exista. Conta a história de dois americanos em férias na Europa e que são atraídos de modo sexual a um lugar que promete ser o paraíso para estrangeiros. Só que esse paraíso é uma farsa para uma associação doentia de pessoas riquíssimas que tem prazer em torturar outras pessoas.
 

4) Abismo do Medo (The Descent) – 2005

Melhor fotografia
Melhor continuação
Melhor sonoplastia
Melhor sequência de imagens
Melhor edição
Prêmio para o filme mais claustrofóbico



 
ESSE FILME! Sério, esse filme é SENSACIONAL! Obrigada ao meu amigo Leonardo por ter me indicado, não sei em que mundo vivia que não tinha ouvido falar dessa obra-prima do terror. A história é sobre um grupo de amigas que tem como interesse em comum o amor pela escalação e expedição de cavernas. Em uma dessas aventuras, elas se perdem e se vêem presas no subsolo. O que não esperavam é que criaturas sedentas por sangue habitam lá embaixo.
Quando dei o Prêmio de filme mais claustrofóbico ali em cima eu não estava brincando. Nem mesmo aquele filme Burried com Ryan Reynolds de 2010 que tinha como principal objetivo despertar a nossa claustrofobia teve sucesso se comparado com Abismo do Medo. É bom avisar que se você sofre dessa fobia e completamente desaconselhável assistir a esse filme. É sério! O ambiente de fundo do longa é uma caverna subterrânea, já começa por aí, e pra piorar ainda mais, há tuneis por onde nem uma criança passa e nossas protagonistas são obrigadas a passar. Tira o nosso fôlego, sem exagero nenhum. Enquanto eu assistia, sem notar, estava respirando fundo como se quisesse buscar o ar. O conjunto de imagem e sonoridade é completíssimo e levamos um susto a cada dez minutos. O roteiro não é essas coisas, mas o diretor soube aproveitar a história que tinha para criar um filme brilhante. A continuação não é nota 10, mas vale muito a pena ver por conta de twists inacreditáveis.
 

5) A Última Casa a Esquerda (The Last House on the Left) – 1979

Prêmio para o filme mais horripilante
Prêmio para o filme mais violento
Prêmio para o filme mais repugnante
DESACONSELHÁVEL PARA MENORES DE 18 ANOS




A história é sobre duas adolescentes que são feitas de reféns por um bando de sádicos e dementes. Sofrem tortura, estupro e todas as coisas doentias que vocês possam imaginar, até que finalmente são mortas. Fugindo da cidade, esse bando de lunáticos resolvem parar na última casa a esquerda, que por golpe do destino, pertencem aos pais de uma das vítimas. Aí então percebemos que todos nós possuímos o diabo dentro do corpo em uma rede de vingança.
Se O Albergue é explícito, esse filme em questão é o quádruplo. Meus prêmios ali em cima não foram exagerados. Conhecem a franquia Hora do Pesadelo? Famosa pelo Freddy Krueger? Então, The Last House on the Left foi o primeiro filme do mesmo diretor, Wes Craven. Só que ao que parece, Craven queria chocar a nação mundial logo de cara e conseguiu. O filme é tão violento que foi proibido em 10 países no mínimo. As imagens são fortíssimas, eu mesma não conseguia olhar para a tela em determinadas cenas. E não só as cenas causam ânsia, mas também a temática e trejeitos comportamentais dos personagens.
O filme é tão agravante que o marketing de divulgação na época possua o slogan “Para evitar o desmaio, repita para sim mesmo: é só um filme, é só um filme, é só um filme”. E acreditem, enquanto assistimos, nossa mente fica nesse mantra involuntariamente. Ainda acham que eu estou exagerando? Então termino com palavras do próprio diretor: “Não é um filme que eu assistiria com a minha família, pelo contrário, não deixaria que eles vissem. Não é algo que se possa comentar na mesa do café da manhã, a não ser que queria causar uma sequência de vômitos.”.

EXTRA) Rose Red - A Casa Adormecida (Rose Red) - 2002

Melhor fundamentação de roteiro



 
Eu precisava falar de Rose Red, é o meu filme favorito – e nem o considero terror por ser tão ridículo em figurino, maquiagem e edição. Eu já o vi umas dez vezes e não me canso. Mas se o filme é tão ruim assim, Renas, porque é que você gosta tanto? Uma pessoa: Ellen Rimbauer. Ela é a protagonista de base de todo o enredo da história do filme e, para mim, é a vilã mais diva das histórias de terror. O filme é baseado em um livro escrito por ninguém menos que Stephen King, chamado O Diário de Ellen Rimbauer. Esse livro foi criado especialmente para servir de roteiro.
Ellen Rimbauer é a esposa do milionário John Rimbauer que a presenteia com uma casa logo no inicio do casamento. Essa casa porém é amaldiçoada o que não impede de Ellen de se apaixonar por ela. A casa mata homem e faz com que mulheres desapareçam, tanto que a própria filha de Ellen some quando ainda era criança. Por meio de uma médium, Ellen recebe a incumbência de nunca parar de construir e aumentar Rose Red, e ela se torna lunática por isso. Após sua morte, a casa passa a crescer sozinha. Anos depois, um grupo de pessoas com poderes paranormais vão até a casa no intuito de acordá-la e registrar fenômenos sobrenaturais. Só que Rose Red não é muito receptiva.

Gostaram? Diz aí!

Resenha, Opinião, Desabafo: As Peças Infernais

11 de jul. de 2014

Primeiro de tudo quero pedir desculpas pelos dias que fiquei sem postar, mas tava ali, curtindo meu luto futebolístico depois do vexame jogo do Brasil. Quem me segue no Twitter sabe que sou apaixonada por futebol e tava 100% em clima de copa. BUT.
Segundo, venho por meio deste dizer que finalmente, meu povo, eu li a série As Peças Infernais, pré-sequência de Os Instrumentos Mortais. É para glorificar de pé, irmãos! É por esse motivo que estou aqui, para comentar a série e dizer tudo que senti ao lê-la. Já aviso, vai ter spoilers porque não me aguento e estou no auge do momento (acabei de ler Princesa Mecânica faz meia hora e to bufando de ódio).

Eu li Os Instrumentos Mortais há mais ou menos 4 ou 5 anos, não lembro direito, e me apaixonei pelo mundo criado pela Cassandra Clare. O universo dos Caçadores de Sombras é maravilhoso e muitíssimo bem construído pela autora, a gente percebe no decorrer da leitura que ela soube pesquisar e fundamentar sua fantasia. Fiquei em ressaca literária durante um tempo, até que a Cassie anuncia que, SIM AMIGOS, haverá continuação e se não bastasse uma outra série também. Confesso que fiquei receosa, mas eram os meus Shadowhunters e não podia negar. Li então Cidade dos Anjos Caídos e me decepcionei total, perdi totalmente a vontade de continuar lendo essa série e pior, não criei gosto por iniciar As Peças Infernais. Estava com medo e enciumada e, portanto, procrastinei. Via muitas resenhas, muitos elogios, mas nada me instigava. Semana passada, resolvi dar mais uma chance e me forcei a ler. E aqui estou.


As Peças Infernais, como disse, é uma pré-sequência do mundo dos Caçadores de Sombras que descobrimos em Os Instrumentos Mortais. É ambientada na Londres vitoriana (o único motivo que me deu um pequeno golpe de incentivo por adorar essa época) e conhecemos Theresa ‘Tessa’ Gray, uma nova-iorquina que se vê sem ninguém no mundo após a morte de seus parentes e vai ao encontro do irmão em Londres. Chegando lá, duas senhoras com um bilhete dele a convencem de segui-las e então se vê enganada e prisioneiras pelas Irmãs Sombrias. Tessa descobre então que possui um poder que jamais imaginava possuir e que um tal de Magister a quer a qualquer custo. Esse é o conflito da série: de onde veio Tessa, o que ela pode fazer, o que ela é e por quê o Magister a quer tanto. O enredo tem base no estilo steampunk, um subgênero da ficção científica onde o foco é tecnológico, com direito a muita engrenagem, máquinas e óleos. Preciso dizer que esse gênero não me agradou nem um pouco, pelo contrário, achei forçadíssimo no mundo Shadowhunter e não colou. Há quem goste, eu não gostei.

Eu disse no Twitter que a história não me prendeu, e é verdade. Se dependesse desse conflito criado pela Cassandra, se dependesse do vilão e seu propósito e da maneira como as coisas se desenrolam em busca de uma solução, eu teria abandonado a série logo após o primeiro livro, Anjo Mecânico. Mas uma coisa me prendia, uma coisa me estimulou a continuar. Will Herondale. É inegável que os personagens da Cassie são muito bem projetados e construídos, seja ele protagonista ou coadjuvante. Em fato, essa é a característica marcante da autora, ela dá história a TODOS os personagens secundários, eles possuem um passado e um futuro, a gente não se envolve e nem torce só pelos principais. E foi por causa desse cara maravilhoso chamado Will que eu não conseguia largar os livros. Eu queria saber o que ia acontecer com ele e estava me lixando pra Tessa, seu poder e seu mistério. Mas antes de descarregar meu veneno nela, deixem eu exaltar o grande Will. Ele é um caçador de sombras, obviamente, e é caracterizado pela sua arrogância, sarcasmo e grosseria. Ninguém gosta dele a não ser seu parabatai, Jem (já falo dele também). Só que o Will, mesmo sendo um monstro de tão grosseiro, possui uma elegância que faz com que nos apaixonemos por ele. É inevitável. Ainda mais quando descobrimos o porque dele ser assim, tão desagradável. O Will é 100% verdadeiro até mesmo quando está fingindo e acredito que o que me fez gostar tanto dele foi o fato de me identificar na maneira com que ele coloca as necessidades dos outros acima das suas e não quer que elas interfiram nos seus problemas. É como se ele dissesse “o problema é meu, a dor de cabeça é minha, eu lido com isso, você não”. É encantador.
Por outro lado, temos seu parceiro, Jem. Se James fosse um animal, eu o imagino como uma pomba por que ele exala paz e pureza. É o personagem mais genuíno e puro da série. O Jem está sendo sempre educado, calmo e lógico, enquanto o Will é impulsivo. Tudo no Jem é branco, claro, sua aura, seu cabelo, sua pele, seu coração, e pra aumentar ainda mais essa delicadeza, o pobre sofre de uma doença que o fará morrer quer queira ou não. O Jem é a personificação da fragilidade, porém com um escudo de força. Ele não desiste, nem de si mesmo e muito menos dos outros. Eu adorei o Jem, gente, não vou dizer que não, mas o que sentia mesmo era pena. E aí temos a relação LINDÍSSIMA de amizade, companheirismo e amor entre esses dois. Esse foi outro fator que me prendeu a série. O amor que o Will sente pelo Jem e vice-versa é maravilhoso e invejável. É tão lindo que não tenho palavras pra expressar a admiração que possuo por essa relação. É de tocar a alma e emocionar até mesmo o mais duro dos corações. Mas como sempre, nas histórias de Cassandra, há uma mulher para tentar acabar com essa beleza. Tessa Gray.

É uma versão mais evoluída da Clary? É. É determinada, inteligente e que não mede esforços ou palavras para conseguir o que quer? Sim. Mas, eu sei que vai ter gente que vai querer me matar, a Tessa é a bicha mais egoísta que a Cassandra já inventou. E sim, digo isso tanto em relação as atitudes que ela toma quanto ao Magister, quanto ao seu poder, como principalmente em relação ao triângulo amoroso Will-Tessa-Jem. Eu sinceramente não consegui sentir o amor que ela tanto frisava possuir pelo Jem. Não consegui mesmo, não colou comigo. Para mim, ela sentia carinho e admiração, mas não o amava. É muito claro desde o primeiro livro o sentimento que ela nutre por Will, e não digo isso por ele ser o meu favorito, mas é porque está lá pra todos verem. O menino não podia entrar na sala, não podia olhar pra ela, que a bicha se tremia toda. Sinceramente, eu senti que Tessa levou o Jem como garantia. Quando o Will afastou dela e não quis que ela se aproximasse dele, lá estava o pobre do Jem, que não percebeu nada e se declarou, e, pra não perder seu lugar ‘privilegiado’ no Instituto e Mundo das Sombras, ela aceita. Eu odiei essa garota. Quando ela não tava no esfrega com o Jem, tava aos beijos com o Will. FAÇA-ME O FAVOR! Nem adianta vim com essa de amar dois da mesma maneira e ao mesmo tempo porque NÃO! A Tessa só não terminou com o Jem quando soube do segredo do Will por motivos de: pena (é Tessa, eu não te julgo nessa). Tanto é verdade que no momento que ela pensou que o Jem morreu, o que ela faz? VAI PRO EDREDOM COM O WILL. Bitch, what?

Aí no último livro, esperamos uma conclusão UAU quanto ao Magister e o segredo de Tessa Gray, e tudo acaba em duas páginas. Cassandra Clare definitivamente não soube criar um vilão digno como Valentine em As Peças Infernais.

Mas eu DEVO dizer que esse desfecho não foi nem a pior coisa da conclusão final da série, mas sim aquele epílogo. GENTE DO CÉU, eu quis jogar meu tablet longe. O Jem, pra não morrer, se tornou Irmão do Silêncio e por isso não podia manter relações com ninguém. Aí a Tessa faz o que? Casa com o Will. SÓ QUE, ela combina de se encontrar todo ano com o Jem. BITCH, WHAT? Como o Will não é imortal, o pobrezinho morre depois de uma vida feliz ao lado dessa demônia. Aí DO NADA (porque eu não entendi essa parte, favor me ajudem), o Jem consegue virar mortal de novo sem sequelas do veneno do demônio e o que a Tessa faz, porque ela não consegue ficar sem bajulações né? FICA COM O MENINO. Eu não aceito isso. Definitivamente, não. Uma palavra que define esse epilogo: DESNECESSÁRIO. Eu ainda estou bufando de raiva.

Enfim, As Peças Infernais foi muito abaixo do que ouvi e do que esperava. Dou nota 3.


UFA! Desabafei!

A evolução de Maroon 5

2 de jul. de 2014



Maroon 5 é a minha banda favorita de todas. Sou daquelas fanáticas mesmo, tenho CDs, DVDs e sei até o cpf dos integrantes (talvez). Maroon 5 foi uma das primeiras bandas que eu conheci através da internet. Eu tinha por volta de 11 anos, por aí, quando navegando pelas águas sombrias do Kboing e RádioTerra, descobri muito sem querer a música Soap Disco do Kara’s Flowers. A música tinha uma pegada vintage, de um pop dance dos anos 80 e eu curti de primeira e ouvia toda hora. Dois anos depois, o Kara’s Flowers se torna Maroon 5 e o hit This Love começa a bombar no Disk MTV. Foi uma paixão a primeira ouvida. Eu sou ciumenta, confesso, mas quando a coisa é boa por que não compartilhá-la, não é mesmo?

Maroon 5 é conhecida pela a sonoridade aguda do vocalista Adam Levine. É a primeira coisa que chama atenção nas suas músicas. A voz do Adam é ‘fina’ se comparada com outros artistas masculinos, mas isso não deixa as músicas mais feias, pelo contrário, dá um toque singular ao seu trabalho.

O primeiro álbum da banda (como Maroon 5) é chamado de Songs About Jane – o meu favorito – e foi lançado no ano de 2002. Foi a escalada para a fama da banda com seus hits This Love, She Will Be Loved e Sunday Morning. Para os que não sabem, Jane (não com esse nome) é a ex-namorada do Adam e se tornou a musa inspiradora para a construção desse álbum. Se prestarem atenção as letras de todas as músicas há uma referência a uma mulher sedutora, que faz com que os homens caiam aos seus pés e bem sensual. Na realidade, as letras do Maroon 5 trazem uma conotação sexual em alguma frase nas entrelinhas. O som de Songs About Jane é mais suave, é nítida a sonoridade do teclado e do baixo em suas canções. Esse álbum é puramente romântico, para se ouvir debaixo das cobertas em dias chuvosos pensando na pessoa amada. Minha música favorita tanto do álbum quanto da banda é Tangled.



Em 2007, a banda lança seu segundo álbum chamado It Won’t Be Soon Before Long. É muito visível a influência dos anos 80 em suas músicas mais dançantes, assim como era em Kara’s Flowers. Outra diferença marcante na evolução do primeiro álbum para esse é a presença forte das batidas da bateria, o compasso e melodia são marcados pelos tambores e pratos. O teclado vai para terceiro plano. A própria voz do Adam está mais destacada e mais aguda do que nunca. Há músicas lentas e mais suaves? Tem, mas são poucas. It Wont Be Soon Before Long foi feito para colocar os ânimos lá em cima e percebemos isso nas letras das músicas que não se focam mais em uma mulher, mas sim nos sentimentos e fetiches (claro, porque se não houver sensualismo não é Maroon 5) em geral. Minha música favorita do álbum é Makes Me Wonder (e adoro o clipe também). Foi nessa época de divulgação do novo álbum que eles vieram ao Brasil e eu tive o maior prazer de estar lá, em São Paulo. A banda não era um estouro aqui ainda, era apenas conhecida pelos seu one hit wonder She Will Be Loved.



Fotos do Show hihi :)


 



















Em 2010 é lançado o terceiro álbum da banda chamado Hands All Over. Foi aqui que a banda estourou mundialmente e principalmente no Brasil com o hit Moves Like Jagger (o que gerou uma pontada de ciúmes e raiva em mim porque as pessoas sempre diziam que amavam Maroon 5 e só conheciam essa bendita música ¬¬). O álbum é bem eclético, com a pegada pop, dance, rock até um pouco de country. Tem música para todos os gostos. O destaque aqui vai para a guitarra, ela está muito sobressalente nas canções, até mesmo nas mais lentas (que novamente, são poucas). Minha música favorita é Never Gonna Leave This Bed, mas devo dar destaque a letra e composição de How que é lindíssima. Nessa mesma época, Adam se torna jurado do The Voice e faz mais shows no Brasil.



Em 2012 chega as lojas o quarto álbum chamado Overexposed e devo dizer que é o que menos gosto. É muito perceptível como a banda quis ir na onda pop do momento e fazer um álbum muito diferente do que estão acostumados a fazer. A pegada é bem Lady Gaga, eu costumo dizer, tem muito toque eletrônico e dá pra notar isso na voz do Adam. Parece que deixaram as melodias robotizadas. O própria Adam diz que tem uma relação de amor e ódio com ele, só que a minha tende para o ódio. Para terem noção de como eu não gosto, se tocar alguma música desse álbum que não seja single Billboard eu só vou reconhecer pela voz do Adam (que é irreconhecível até mesmo depois de tanto digital) e muito menos vou saber cantar junto. Mesmo assim, a música que mais ouço é Payphone (e até pensei em entrar com ela na minha formatura).



Apesar do meu desapontamento com o último álbum, eu estou ansiosa pelo próximo que deve sair ainda este ano. Espero que eles não percam aquela essência orgânica e melódica de Songs About Jane e deixe de lado um pouco essa pegada pop trance eletro de Overexposed. É o que acontece com muitas bandas, né? Querem seguir o fluxo do mercado e perdem um pouco de como eram. Ainda sim, Maroon 5 continua sendo a minha banda favorita e que admiro e faço de tudo para estar bem pertinho.

Sem dúvidas a banda caiu no gosto popular. Vocês gostam deles? Diz aí!